Jesus e a Moral Maçônica

Nests matéria histórica, você poderá assistir na íntegra o vídeo da entrevista, realizada em 17/09/2011, com o Irmão Francisco Mello Siqueira, autor do livro "Jesus e a Moral Maçônica" e meu saudoso e querido pai.

 
 
 

TEXTO DA ENTREVISTA


PEDRA BRUTA - O Sr. é maçom há muito tempo?

Irmão FRANCISCO – Sim. Desde 18 de Maio de 1985. Portando, há 26 anos.


PEDRA BRUTA – Como foi que o Sr. entrou?

Irmão FRANCISCO – Fui convidado pelo meu filho Kleber, o qual fez a minha Iniciação, pois ele era o Venerável da Loja Solidariedade nº 286, da GLESP, do oriente de São Bernardo do Campo SP, da qual mais tarde também fui venerável, na gestão de 1989/1990.


PEDRA BRUTA – O Sr. ficou contente?

Irmão FRANCISCO – Sim. Apesar de minha formação de exatas, sempre fui atraído por desvendar ou melhor conhecer bem as coisas. A Maçonaria foi para mim nova e instigante janela filosófica. No inicio foi difícil, pois o treinamento maçônico é feito gradualmente, através de 33 graus, os quis no meu tempo levava cerca de 11 anos.


PEDRA BRUTA – Até onde o Sr. chegou?

Irmão FRANCISCO – Fui iniciado já idoso, com 65 anos. Custei a me organizar. Consegui fazer todos os graus, desde o Grau nº 1 ao de nº 33. Mas eu não estava preocupado com isso. O meu intento era conseguir respostas para as minhas cogitações.


PEDRA BRUTA – Como assim?

Irmão FRANCISCO – Estabeleci um programa que incluía, pela ordem, o estudo das religiões herméticas e iniciáticas, nas quais ouvia dizer que foi onde a Maçonaria foi buscar subsídios; o estabelecimento de seus fundamentos; o estudo das 11 religiões atualmente praticadas no mondo; o que tais religiões pensavam sobre muitos pontos como a reencarnação, a crença num ser superior, a perpetuidade da alma, apenas para citar os mais polêmicos.


PEDRA BRUTA – Vejo que se trata de muitos assuntos de pura pesquisa.

Irmão FRANCISCO – Em seguida deparamos com um tema muito difícil de ser apurado, já que não existem livros específicos para consultas.


PEDRA BRUTA – Do que se trata?

Irmão FRANCISCO – Os trabalhos maçônicos em Loja, em qualquer dos 33 graus, são iniciados com a leitura de um trecho especifico da Bíblia para cada grau, uma vez que ela é considerada o Livro da Lei. Aqui surgiu um trabalho exaustivo, qual seja saber porque os tais textos foram definidos.


PEDRA BRUTA – Imagino a dificuldade!

Irmão FRANCISCO - Trata-se da grande sabedoria da Maçonaria. O texto define o comportamento, a moral recomendada para o maçom que está cursando o dito grau. Acontece que isso não é explicito.


PEDRA BRUTA – E como se fica sabendo?

Irmão FRANCISCO – Em hermenêutica a recomendação é a análise do conjunto, do contexto, porque a analise de uma citação de parte desse texto pode não conter a idéia recomendada.


PEDRA BRUTA – Já percebi a importância das entrelinhas do assunto.

Irmão FRANCISCO – Do exame do contexto de cada grau particularmente, pudemos chegar à moral de cada recomendada.


PEDRA BRUTA – Depois desse trabalho todo o assunto da moral foi concluído.

Irmão FRANCISCO – Ainda não. Aconteceu que fomos verificar o que Jesus Cristo em cada um desses contextos recomendava. Deu outro grande trabalho. Mas felizmente tivemos a grata satisfação de apurar que é a mesma coisa que a Maçonaria recomenda. Ambos estão sincronizados.


PEDRA BRUTA – Que beleza! Parabéns pelo trabalho.

Irmão FRANCISCO – Isso, a Moral, se transformou na espinha dorsal do meu livro.


PEDRA BRUTA – Irmão Francisco, por favor cite algumas dessas recomendações.

Irmão FRANCISCO – Além daquelas de cunho pessoal, como no Grau 1 = O Amor Fraternal, no Grau 20 = A Propagação da Verdade, no do Grau 21 = A Prática da Humildade, há os de ordem institucional tais como no Grau 23 = A Defesa do Habeas Corpus, no Grau 27 = A defesa da Ordem Constituída.


PEDRA BRUTA – É a sabedoria Maçônica da qual o Sr. se refere.

Irmão FRANCISCO – Sim. A Reunião da Moral de todos os graus resulta no que podemos chamar de Código de Ética Maçônico.


PEDRA BRUTA – Agradeço-lhe a atenção. Agora posso dizer que sei mais o que é Maçonaria.

Irmão FRANCISCO – Cabe aqui um esclarecimento. Na Maçonaria há muitos e variados ritos. O REAA = Rito Escocês Antigo E Aceito é o mais difundido e o meu livro se restringe a esse rito. Todas as citações são referidas aos manuais da GLESP e do Supremo Conselho Do Rito Escocês Antigo E Aceito Para A República Federativa Do Brasil.


PEDRA BRUTA – Estou maravilhado com o que o Sr. está expondo.

Irmão FRANCISCO – Resolvi incluir no final do livro alguns trabalhos meus, de assuntos freqüentemente discutidos em Loja, tais como o do Apêndice 1 = Jesus E Os Essênios, do Apêndice 9 = Cabala, os quais constituem assuntos sempre atuais.


PEDRA BRUTA – Muito bem. Qual é o leitor Alvo? A quem o Sr. pretende dar a conhecer o seu livro?

Irmão FRANCISCO – O meu maior alvo é o maçom. Como pude mostrar, Jesus Cristo tem uma importância capital na Maçonaria. Entretanto nunca, ou melhor, raramente se ouve o seu nome nas nossas reuniões. A minha intenção é resgatar o nome de Jesus Cristo, pois a Sublime Ordem, a Maçonaria é uma instituição com um fundo tipicamente cristão. Tenho recebido informações que os irmãos usam o meu livro para os trabalhos de aumento de salário, mudança de grau. Fico contente ao saber que o meu livro está sendo usado como um livro de consulta, Um vademeco no linguajar tupiniquim, ou um “handbook”.


PEDRA BRUTA – Afinal, irmão Francisco, qualquer pessoa que não seja maçom poderia ler esse livro?

Irmão FRANCISCO – Sim. Tomei o cuidado para não expor o que a nossa Ordem define como sigilo. O livro pode e deve ser lido sem restrições. Também para você que ainda não é maçom dedico essa obra, para mais tarde, quando você for convidado para dar a sua contribuição à Maçonaria, você já esteja preparado.

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