HAITI, JANEIRO DE 2010

Tremor
Terror
Temor
Horror,
Fome e sede material,
Fome e sede de justiça ! . . .
Tragédia! . . .
Haiti,
Ai de Ti,
“Por ti suenan las campanas”
HAITI,
Ai dor,
Ai por ti, sofrido Haiti,
Pelos gemidos e gritos,
Pela devastação sem fim,
Amargor
Escabroso e dantesco do que vi ! . . .
Ai , Haiti ! . . .
Ai ti, Haiti, - Ai de Ti
Ai mi, Haiti, - Ai de Mim
Ai de ti, de tua angústia,
Ai, Ai , Ai,
Ai de Ti,
Ai de “nosotros”,
De quantos sentem e clamam
Por paz e misericórdia, HAITI, JANEIRO DE 2010
Tremor
Terror
Temor
Horror,
Fome e sede material,
Fome e sede de justiça ! . . .
Tragédia! . . .
Haiti,
Ai de Ti,
“Por ti suenan las campanas”
HAITI,
Ai dor,
Ai por ti, sofrido Haiti,
Pelos gemidos e gritos,
Pela devastação sem fim,
Amargor
Escabroso e dantesco do que vi ! . . .
Ai , Haiti ! . . .
Ai ti, Haiti, - Ai de Ti
Ai mi, Haiti, - Ai de Mim
Ai de ti, de tua angústia,
Ai, Ai , Ai,
Ai de Ti,
Ai de “nosotros”,
De quantos sentem e clamam
Por paz e misericórdia,
Ai de todos quanto sentem
O sentir do desespero,
De quem querendo ajudar
Não pode sequer andar,
Ai dos que vêem além
Mas não prevêem aquém ! . . .
Ai dos que choram e rangem sentindo seus próprios dentes
Ante a injustica real do que não podem fazer,
Ai, Ai , Ai, . . .
Ai, ante o irremediável da perda de todos os entes queridos,
Ai dos pobres e não pobres, todos os sãos e não sãos, martirizados,
Desse país das Antilhas-Caraíbas, submetido eternamente às fôrcas imponderáveis
indomáveis da bruta energia acumulada, contida nas placas tectônicas geológicas da natureza e, dos homens impedernidos.
Haiti, País sofrido, dorido, tolhido, preterido, cujo povo e sua humanidade
Não vislumbra, não atina
Razão plausível para seu histórico e constante sofrimento
De toda a ordem, social, cultural, político, como anátema implacável, de que resulta
perene e enorme castigo,
E agora de novo a crua e insistente dureza da indomável, imprevisível, apocalíptica e pétrea natureza,
Terrivelmente castigados por “crimes” que não praticaram, muito além da
Extrema pobreza endêmica, material, cultural e sociológica.
Outra era a promessa luminosa dos primeiros dias de sua gloriosa independência, rica de bens e perspectivas,
Foi das primeiras colônias das Américas a abolir a escravatura, cem anos antes de que o Brasil o fizera, das primeiras a afirmar a sua
SOBERANIA
Ao liberar-se da colonização francesa,
Para naufragar na cíclica instabilidade que desde então premeia seus mal afortunados destinos,
Seguiram-se governacões, deposições, revoluções, alternações de poder que contemplaram codícia internacional, paixões polítcas internas, suspeição de manipulação de eleições,
Depois de cair às mãos das ambições desmedidas e fantasias ilimitadas da dinastia tirânica dos Papa Doc e Baby Doc da vida, oportunistas ditadores oligárquicos absolutistas
E, logo submetidos à tirania e barbárie dos terroristas, os terríveis protetores do pretenso governo, ou desgoverno, os famosos tontons Macoutes {bichos papões) e outros simulacros de ditadura de plantão ou erráticos visionários.
“Oh Deus, Oh Deus onde estás, onde te escondes?”
Pode o Diabo ser tão poderoso, independente, arguto e astuto, que na medida em que se sente igualmente ignorado, mas não combatido por ética e comportamento vital responsável de uma humanidade fictícia, aparece sempre, ágil e lampeiro a cada esquina? . . . Pode? . . .
Puede? . . .
Pode um povo ser condenado a ser apenas vitima e a depender perenemente da caridade internacional? Pode? . . .
Puede? . . .
Pode a esmola verdadeiramente construir e criar dignidade, ser mais efetiva e importante que a EDUCACÃO ? . . . Pode? . . .
Puede? . . .
Há lugar para a esperança? . . . Há? . . .
Hay? . . .
A solidariedade internacional em meio a essa catástrofe e tragédia, na emocão da acão e razão humanitárias, parece sutil e autenticamente sugerir que sim ! . . .
Esperancosos, soam samaritanos, os altruísticos versos
De José Martí,
O libertador da vizinha Cuba, da região das Antilhas:
“Cultivo uma rosa blanca
Em Julio como en Enero
Para el amigo sincero
Que me dá su mano franca.
Y para El cruel que me arranca
El corazón con que vivo
Ni cardo o urtiga cultivo,
Cultivo uma rosa blanca!”. . . (José Martí)
Ai, Haiti
AI, TI – Ai de Ti
AI, MI – Ai de Mim
HAITI !!! . . .

Erasmo Figueira Chaves
Radio HAITI
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