PEDRA BRUTA

Blog do site SALMO133 - Pesquisas e Estudos Maçônicos

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A Broken Wall Street

A mensagem "Uma Wall Street Quebrada" (vídeo abaixo) foi apresentada no sábado passado, dia 6 de Fevereiro, e faz parte de uma série de cinco estudos sôbre aspectos importantes da vida e da cultura americana que estão sob forte pressão nos tempos atuais.

Convido-o, você prezado visitante do BLOG PEDRA BRUTA, à assistir a série completa (que em breve estará em um link facilitador do acesso).

O Dr. Ed Yong é o pastor líder da 2a. Igreja Batista em Houston, Texas.






Para visulaizar outros vídeos, clique no link abaixo:

A Broken Wall Street

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domingo, 24 de janeiro de 2010

A IDÉIA DE IGUALDADE







A sutileza do pensamento consiste
em descobrir a semelhança das
coisas diferentes e a diferença
das coisas semelhantes.
Montesquieu


e. figueiredo (*)




É tido que a maioria das pessoas tem intuições igualitárias. Mas é no Maçom que encontramos essa percepção clara mais arraigada, porque na Maçonaria a Igualdade é cultivada, vez que, todos são iguais perante o Grande Arquiteto do Universo.
Provavelmente, o lema emancipador e regenerador que identifica a Sublime Ordem (Liberdade, Igualdade, Fraternidade), reforce a tendência.

Estarrece-nos, sobremaneira, como algo errado ou não incontestavelmente correto, o fato de presenciarmos pessoas com pouco enquanto outros desperdiçam. Não deixa de ser desconfortável ver alguém nas condições inferiores à nossa, quando poderia estar igual ou até melhor. A idéia de Igualdade dos homens assenta em que todos eles são entes humanos, portanto, em semelhanças indiscutíveis.

Tal conceito consta no vigésimo segundo Landmark, quando cita que “todos os Maçons são absolutamente iguais...”, baseado no fato da Igualdade de todos os seres. Entre os Maçons não se utiliza do tratamento de professor, doutor, comendador, desembargador ou qualquer outro título em suas apresentações. Quem assim age, está contrariando os princípios da Ordem.

Não é por acaso que as três palavras do trinômio Maçônico caminham juntas, apesar de ser inteiramente falso que esse trinômio seja de origem Maçônica. Não se sabe ao certo quanto ao aparecimento da trilogia, mas é creditada ao Antoine-François Mamoro (1756-1794), um dos principais editores de imprensa do período da Revolução Francesa, que teria criada em 1791, e fez escrever nos edifícios públicos. O brado, nesse fato, evidencia a situação pela qual a França passava naquela época. O clamor ainda se faz necessário, em termos universais, pois Liberdade, Igualdade e Fraternidade são mais necessários do que nunca, na medida em que o irracionalismo, a religião fundamentalista, o obscurantismo e a barbárie estão cada vez mais avançando sobre nós.

A Revolução Francesa introduziu na mente das pessoas o conceito de racionalismo, desde o sistema métrico, mais exato que as medidas vigentes, em pés, polegadas, etc., à idéia da Liberdade e Igualdade, dosada com Fraternidade, porque Igualdade não existe, ou seu simulacro, se não formos fraternos.

A Revolução não foi feita ou liderada por um partido ou movimento organizado, no sentido moderno de conflitos bélicos. O que houve foi um surpreendente consenso de idéias gerais entre um grupo social muito coerente, que deu ao movimento revolucionário uma unidade efetiva.

Dentre essas idéias as intuições igualitárias prevaleciam e eram difundidas pela Maçonaria e associações informais, o que nos permite considerar que os filósofos foram, em parte, responsáveis pela Revolução. Certamente, a Revolução Francesa teria ocorrido sem eles, mas os filósofos constituíram a diferença entre um simples colapso de um velho regime e a sua substituição rápida e efetiva por um novo.

Em sua forma geral, a ideologia de 1789 era a Maçônica, expressa com tão sublime inocência na Flauta Mágica, de Wolfgang Mozart (1791), que teve um papel apologético junto à sociedade. Especificamente, as exigências foram delineadas na famosa Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, proclamada em 26 de Agosto de 1789, cujo documento é um manifesto a favor de uma sociedade hierárquica de privilégios nobres, e não um manifesto a favor de uma sociedade democrática e igualitária, como era desejável. “Os homens nascem e vivem livres iguais perante as leis”, dizia seu primeiro artigo, mas a Declaração também prevê a existência de distinções sociais, ainda que “as distinções sociais não podem ser fundamentadas senão sobre a utilidade comum”.

Era o oposto do mundo do Antigo Regime, baseado na desigualdade social, no Absolutismo de direito divino e nas restrições econômicas do Mercantilismo. A Revolução Francesa é um fato histórico, para sempre registrado na História, irreversível e imutável, entretanto, seu entendimento ainda gera polêmicas.

A IGUALDADE, consagrada pela instituição Maçônica como um dos seus pontos diretivos capitais, ao lado da LIBERDADE e FRATERNIDADE, constitui princípio de ordem compreensivo de múltiplos significados.

No lema da Maçonaria, IGUALDADE é a mais importante entre as três palavras, contudo, não deixa também de colidir com as outras duas, LIBERDADE e FRATERNIDADE. Isto é, juntos ou separados representam os mais importantes ideais da Humanidade, e que não à-toa foram abraçados pela Maçonaria.

Independentemente, do espectro ideológico, a IGUALDADE pode ser reconciliada com a LIBERDADE, que somadas resultam a FRATERNIDADE, que flui naturalmente.

A todos (principalmente aos Maçons !) deve ser restaurado o valor de Igualdade e acomodá-lo à responsabilidade pessoal, sem fugir dos outros dois ideais. Se negligenciarmos a Liberdade e a Fraternidade (que têm significado iniciático), a Igualdade (que contém uma idéia de equilíbrio) acabará não tendo razão de ser. A importância da Igualdade está estribada na Liberdade, que induz à Fraternidade naqueles que possuem o discernimento das contradições que acontecem com a Humanidade.

Os três princípios, apoiando-se mutuamente, são solidários entre si. Sem a coexistência deles o edifício social ficaria incompleto, pois a Fraternidade praticada em sua pureza requer a Liberdade e a Igualdade, sem as quais não será perfeita. Com a Fraternidade, o homem saberá regular o livre arbítrio, enquanto que sem ela a Liberdade deixará as rédeas soltas às más paixões, que desenfrearão, porque o homem só se educa para a Liberdade na medida em que aprende a construí-la. A Igualdade sem Fraternidade levaria às mesmas conseqüências, porque a Igualdade exige Liberdade para poder existir em sua plena consecução.

Em outras palavras, os princípios da Liberdade e de Justiça (denominação que muitos acham mais correta para Igualdade) só podem ser conciliados se houver, antes, um princípio de Fraternidade patente. Entretanto, é utópico esperar que a Humanidade um dia seja diferente. Porém, nada impede que os Maçons, lutem para que tal objetivo seja alcançado. Nesse contexto, pode-se compreender o vínculo do amor fraterno e da confiança mútua, entre os que já se consideram iguais, que a Maçonaria procura estabelecer junto aos seus membros, para que estes absorvam o real sentido da “Obra Maçônica”.

Qual Igualdade procuramos ? Procuramos a Igualdade de previdência social e a Igualdade de oportunidade. A primeira, entendemos como o prazer e a satisfação. Todavia, uma igual satisfação dificilmente pode ser considerada a Igualdade que se quer atingir, se ela puser os caros desejos de alguns no mesmo nível das modestas reivindicações de outros. Oportunidade seria como o próprio nome diz, ou, aquela eqüidade que tem como pressuposto o respeito à Liberdade alheia.

A interpretação de Igualdade, dada pelo comunismo primitivo, está descartada, porque, além de não ter sido a Igualdade sonhada, frustrou o princípio de Liberdade. George Orwell foi muito feliz em seu livro, Revolução dos Bichos, quando retrata, em meio à estória, uma das personagens citando que “todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros...”, fazendo uma analogia ao regime da época da então União Soviética, que pregava a Igualdade em seu país. No conceito de Orwell, tal Igualdade não passaria por um teste de cobiça, cujo resultado acabaria com os desejos pelo patrimônio alheio. Os recursos teriam seu custo avaliado em termos de oportunidade social: o valor de um patrimônio dependeria do valor que tiver para os demais.

Pregar a Igualdade, defender a eqüidade com fundamento moral, só tem direito de fazê-lo àqueles que praticam a Liberdade, sendo falsa e dúbia toda e qualquer pregação que se faz dela se é negada aos outros. Entende-se, pois, que nada é mais hipócrita do que a defesa dos princípios com Liberdade, Igualdade e Fraternidade, apregoados pelos estadistas que não os praticam, e o que é pior, os negam ! São os que estão fantasiados de libertários, que são na verdade liberticidas. Liberticidas são aqueles que não admitem o valor da Liberdade e, como a desprezam, contribuem para destruí-la.

Os homens nascem diferentes, mas com direitos iguais de oportunidade e de justiça. Paralelamente, a Maçonaria reconhece que todos os homens nascem iguais e as únicas distinções que admite são o mérito, o talento, a sabedoria, a virtude e o trabalho. A Igualdade, que expulsa a discriminação, é o pilar indestrutível da divisa histórica, que é o trinômio da Maçonaria, que tem, em seu Obreiro, um libertário por excelência, pois ele prega, pratica e cultua a Liberdade, que, juntamente com a Igualdade, proporciona a Fraternidade, que tem um sentido mais específico que solidariedade, entendendo como um relacionamento mais amplo entre os homens.

O espírito da Maçonaria é, essencialmente o espírito de Liberdade e da Fraternidade, o espírito de libertação mental, o espírito do progresso e da solidariedade. Com esses espíritos, a Sublime Ordem sempre preconizou as reformas que conduzem ao triunfo de um dos seus princípios fundamentais, que é o princípio da Igualdade, cuja preocupação conduz o Maçom ao ideal de Igualdade de recursos, que por sua vez está associado a legitimidade política. Os Maçons, entre si, tratam-se por “Irmãos”, e, tratar alguém de “Irmão” é tratar de igual para igual, é querer para ele o mesmo que para si. Mas é necessário que o tratamento de “Irmão” saia do coração e seja real...

Um regime que não demonstra igual preocupação em relação a todos os cidadãos é para a Maçonaria uma tirania. Não existe a possibilidade de recursos iguais serem impostos por um ditador, mesmo que ele seja benevolente. Muitos países cantam a Igualdade e a Liberdade nos hinos patrióticos, e, são celebrados nas palavras dos humanistas e consagradas nas constituições, todavia, demoram a realizar-se na prática, preservando tão somente como um valor eminentemente retórico. A Liberdade, que a Sublime Ordem se declara, é a de consciência, que considera “a chave da abóbada do comportamento Maçônico”, que está profundamente apegado a um conceito de ação progressiva; e, isso assegura um caráter de instituição sensível à evolução social e à defesa dos valores morais explícitos.

Seria necessária u’a nova revolução nas atitudes e motivações individuais para alcançarmos a Igualdade ? Não se quer uma Igualdade formal, perante a lei. Como posicionamento constitucional, todos os países democráticos a tem. Não bastam as leis ! O que se pensa é na Igualdade que a consciência moral impõe diante das desigualdades do mundo. E, antes de tudo, é em nosso interior que devemos travar a luta para procurar uma solução para a relação entre igual e diferente. Se as pessoas, principalmente os Maçons, rejeitarem o princípio de Igualdade, sua sociedade nunca será justa e muito menos perfeita...


Bibliografia:

A Revolução Francesa – Edição Istoé/Senhor
Cocuzza, Felippe, - A Maçonaria na Evolução da Humanidade
Grainha, Manuel Borges – História da Franco Maçonaria em Portugal
Hosbawm, Eric J. – A Era das Revoluções
Mellor, Alec – Dicionário da Franco-Maçonaria e dos Franco-Maçons
Nogueira, Octaciano – Libertários e Liberticidas (crônica)
Orwell, George – A Revolução dos Bichos,
Scantimburgo, João de – O Brasil e a Revolução Francesa
Seminário de Mestres Maçons -1980 – Ponta Grossa pr




(*) E. Figueiredo - é jornalista - Mtb 34 947 e pertence ao
CERAT - Clube Epistolar Real Arco do Templo /
Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas /
Membro da Confraternidade Mesa 22, e é
Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos– 669 (GLESP)


“Oh ! Quam bonum est et quam jucundum, habitare fratres in unum !”

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"O Símbolo Perdido", por Dan Brown

sábado, 19 de abril de 2008

Vivendo em uma cultura de isolamento

Kleber, Roberto e Geraldo compartilhando de momentos de confraternização e amizade - 23/03/2008
Os homens são notórios por terem conhecidos, parceiros de equipe, sócios em negócios, clientes, parceiros de golfe, colegas de futebol e companheiros de pescaria - todos relacionamentos que vão tão fundo quanto a fina camada de gelo que permanece acima da camada de água em um açude congelado durante o rigoroso inverno do hemisfério do norte.
Em nosso país, assim como em muitos outros, os homens são criados de modo a cultivarem uma cultura que os tornam e os mantém solitários e sem amizades aprofundadas, até mesmo se isto significar um isolamento quase que total das outras pessoas.

Em boa parcela, esta cultura deve-se a uma série de fatores que dificultam os homens a fazerem e manterem relacionamentos com outros homens. incluindo o fato que os mais jovens são encorajados a suprimir as suas emoções, a serem competitivos, a manter suas necessidades pessoais e aspirações bem dentro de si mesmos e a procurar desempenhar modelos de papeis que são independentes e impessoais.

De fato, muitos homens consideram ser normal o isolamento social ao ponto de, quando submetidos a uma pesquisa se possuem amigos próximos, muitos deles ficam perplexos com a questão e a resposta é: Não, por que? Eu deveria?

No livro Homens: Um livro para Mulheres, James Wagenvoord escreveu um credo para "homens de verdade", claro que da boca para fora, baseado no modo e nos insights de como eles (nós) são (somos) trazidos para este tipo de cultura.

A medida que você estiver lendo o tal credo, transcrito logo abaixo, pense acerca de como cada uma destas atitudes trabalha contra a formação de relacionamentos intimos:

- Êle (eu) não chorará
- Êle (eu) não demonstrará fraqueza
- Êle (eu) não necessitará de afeição ou de gentilezas ou de calorosidade
- Êle (eu) confortará, mas não deseja ser confortado
- Êle (eu) será solicitado, mas não solicitará
- Êle (eu) será tocará, mas não será tocado
- Êle (eu) será aço, não carne
- Êle (eu) será inviolável na sua masculinidade
e Êle (eu) permanecerá sózinho.
Como se pode perceber, tal forma de pensar é uma formula para um verdadeiro desastre relacional. Alimentado por este tipo de condicionamento social e o incremento da falta de raizes da nossa sociedade, pode-se dizer que a solidão está se tornando uma doença nacional.

Não surpreendentemente, existe um custo (ás vezes extremamente alto) para tudo isto. O Dr. James Lynch, em O Coração Partido, cita estatisticas mostrando que adultos sem relacionamentos profundos tem uma taxa de morte duas vezes mais alta que aqueles que apreciam interações regulares de cuidado com outros.

Ironicamente, vivemos em uma cultura na qual muitas pessoas escrupulosamente monitoram a sua ingestão de colesterol e consumo de calorias, mas ao mesmo tempo sem qualquer consideração ignoram a sua vida relacional, que, segundo cientistas, tem mais impacto na sua saúde física que obesidade, fumo, pressão sanguínea alta e falta de exercício.

Neste contexto, uma pergunta importante surge em nossa mente:

Sendo a Maçonaria uma entidade que possui e promove uma intensa interação entre os seus membros, ou seja, de caráter eminentemente relacional será que os Maçons, então, sabem ou aprendem a lidar melhor com estas questões e estão livres deste mal: a solidão?

Os relacionamentos desenvolvidos em nossas Loja são realmente fonte e instrumento para a "cura" das nossas falhas culturais no campo do relacionamento com outras pessoas, proporcionando a formação de amizades dinâmicas, consistentes, afetuosas e, principalmente, fraternas e duradouras?
Lamentavelmente, creio que o desenvolvimento e florescimento de relacionamentos deste tipo no seio das Lojas está muito aquém do desejado pelas verdadeiras e genuinas lideranças maçônicas.

Por este motivo, pode-se observar um crescimento muito lento das Lojas, principalmente pelo fato de os relacionamentos acabam prejudicados pela surgimento de disputas menores - na maioria das vezes por cargos e por vaidades pessoais.

Muitos dizem que é preferivel ganhar-se em qualidade do que em quantidade. Esta frase acaba sendo uma grande e boa desculpa para "eliminar-se" aqueles que de uma forma ou outra podem vir a "produzir sombras" e atrapalhar os planos individualistas daqueles que não absorveram um dos pontos mais centrais da doutrina maçônica, resumidos pela trilogia Amor Fraternal, Alívio e Verdade!

Poucas lideranças maçônicas se dão ao trabalho de raciocinar, de modo a desenvolver estratégias que permitam combinar, de modo harmonioso, a qualidade do homem que é escolhido para ingressar na Maçonaria sem contudo, de modo pré-concebido e tendencioso, ter como premissa que limitar a quantidade é um dos fatores de sucesso para a estabilidade da sua Loja.

Como as Lojas poderão alcançar a necessária maturidade para saber avaliar os riscos e as recompensas de uma comunidade mais numerosa?

Este e outros temas serão abordados no Blog do Salmo133 em outras publicações que estou preparando. Convido a você, que nos prestigia com a leitura deste material de estudos, para nos incentivar com os seus comentários e, quem sabe, com outras materias ampliando este e outros temas de interesse maçônico.

Como nos ensina o Livro das Sagradas Escrituras, manter a convivência e o relacionamento sadio entre amigos que se reconhecem como irmãos é uma prática abençoada pelo G.A.D.U ...

"Oh Quão bom e quão suave é habitarem em união os irmãos!"
Salmo 133:1

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