PEDRA BRUTA

Blog do site SALMO133 - Pesquisas e Estudos Maçônicos

sábado, 6 de fevereiro de 2010

U R B I E T O R B I




















Eis o nome que se quis dar à nossa querida novel Loja simbólica, na qual destacados maçons convictos e dedicados, ao fundá-la, querem significar sua pessoal identificação e perfeita consciência dos tremendos desafios e apelos que em nossa época pululam em profusão imediata e incontrolável, ao nosso redor, em nossa cidade, em nosso país e no mundo inteiro. São os mesmos apelos manifestos através dos tempos na cidade, no campo e no tempo Universal sem fronteiras, na ansiedade e expressão evolutiva e construtiva de Alma, Corpo e Mente em equilíbrio harmônico potencialmente perfeito.

A Cidade e o Mundo, “Urbi et Orbi” na dimensão e percepção generosa do espírito, do atento, favorecido intelecto, a escrutar, perscrutar, em silente consciência e meditação sobre os problemas candentes, vitais e urgentes que têm acompanhado a história do homem e da humanidade desde os primórdios da civilização, fatos históricos iniludíveis, repetitivos, resquícios nefastos que ainda permanecem atávicos à realidade humana em todo o lugar, ecos do canto dolente do velho carro de bois na era da Internet, do foguete e da velocidade comunicativa que entretanto, rara e surpreendentemente comunica devidamente conteúdo transcendente e edificante algum, digno de real apreço, admiração e correspondente respeito, fatores que nem sempre têm recebido da sociedade organizada e responsável a prioridade, a consideração exigida pela consciência moral, ética, religiosa, objetiva, dita civilizada, culta ou esclarecida, que pretende transformar apenas epidermicamente cruas, irresponsáveis e pérfidas inconsciências. Crescem na realidade as inconsciências e as inconsistências, mermam as consciências e as coerências. Na realidade, tem-se praticado sempre, e pratica-se em geral, um tal comportamento ufanista, impregnado de pretensa “vantagem” a qualquer custo, do que é ou parece prático, não necessariamente lícito, mas egocentricamente útil e bom, de um sôfrego imediatismo, de uma maneira direta de proceder, sem necessária ponderação, medições ou rodeios. Ensoberbece-se o espírito com as maravilhosas conquistas científicas, tecnológicas, em todas as áreas do conhecimento humano, mas toma-se limitado tempo à edificação do espírito e do pensamento, decide-se com facilidade, e como se decide . . ., em completa independência, com rapidez em dimensão eletrônica, assumem-se posições, às vezes as mais radicais, opta-se fácil, simplória e impulsivamente por assumir partido, a favor ou contra isto ou aquilo, em aparente domínio de estranha e exagerada soberba e pretensa “sabedoria” ou negativamente assume-se posição cômoda e “prudente” em cima do muro, em assoberbadas e equivocadas decisões e prioridades, que afastam a humanidade e o indivíduo do diálogo leal ideal confiável, de apurada consciência e coerência para explicar-se a si mesmos devidamente, individual e coletivamente, o fenômeno natural ou sobrenatural quanto sociológico da vida, da nossa indiscutível origem e animalidade, da natureza dadivosa e bela, da vida animal e da humana em particular, tão rápida e curta, e apesar de tanta e esbanjada sabedoria ou conhecimento, ainda uma incógnita, sua adequada e responsável vivência, seu papel no limitado e certo compasso pendular do relógio biológico e a sua pretensa inevitável e ansiada transcendência. Quando e como ter e dar respostas inteligentes, adequadas, oportunas, conscientes num mundo que se tornou pequeno, ao mesmo tempo lento para o óbvio progresso do espírito do bem e da bondade e, rápido demais para o nefasto, por mais que achemos maravilhoso o fenômeno globalizante das comunicações tecnologicamente perfeitas mas mal administradas, em sua maioria carentes de espírito, de conteúdo dignificante, edificante. É o que advertimos no espírito inquiridor do prefeito da cidade de Jerusalém que indaga argutamente angustiado e atônito: “...esperamos demais para fazer o que é preciso ser feito, num mundo que só nos dá um dia de cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã. Enquanto lamentamos que a vida é curta, agimos como se tivesse-mos à nossa disposição um estoque inesgotável de tempo.". . .

A globalização e liberalização, como motores do crescimento econômico e o desenvolvimento dos países, não reduziram as desigualdades e a pobreza nas últimas décadas, segundo livro divulgado neste sábado pela ONU (Organização das Nações Unidas).

A publicação, que leva o título "Flat World, Big Gaps" (Um Mundo Plano, Grandes Disparidades, em tradução livre), foi editado por Jomo Sundaram, secretário-geral adjunto da ONU para o Desenvolvimento Econômico, e Jacques Baudot, economista especializado em temas de globalização.

E a ciência jactanciosa, pela boca de alguns cientistas como Brian Greene, sentem-se satisfeitos em afirmar que “ Deus Não existe”, porque não podem prová-lo científicamente, embora sua “Teoria das Cordas” que busca unificar as fôrças da natureza, tema em que também se envolveu Einstein, após quase 50 anos de exaustivas e mirabolantes pesquisas, que consomem gigantescas somas de dinheiro, não passa todavia de mera crença e teoria, contestada contudo por outros colegas notáveis cientistas. O homem foge da religião e cria outras tantas religiões num mundo mágico onde tudo é permitido . O problema, segundo outro grande cientista que “não crê” na badalada “Teoria das Cordas” é que “é uma perda de tempo enorme” e segundo afirma em seu livro “Not even Wrong” = “Nem errado é” e de tão ruim jamais poderá ser testada na prática. “ As cordas descolaram do mundo real”. Ou seja estamos neste caso no mundo da metafísica ou da religião, afinal negada por cientistas apressados.

São ansiedades constatadas, perscrutadas aqui e ali, isolada ou coletivamente, apenas dos fenômenos globalizados, sentidos no imediatismo da Urbe, incongruências, crenças e descrenças em nossa cidade e na Órbita de um mundo global que afinal se move, sem sabermos exatamente para onde ou si se move apenas mecanicamente ou por inércia, deixando ainda atônitos os conspícuos e sérios pesquisadores, cultores de intelecto, de ciência e das coisas da matéria e do espírito transcendente, como aconteceu ao grande gênio Galilleu, no século XVI , fatores reais de vivência constatáveis em pleno século XXI, que nos obrigam em alguns casos claramente identificáveis ainda a permanecer na indecisão e impossibilidade de confessar verdades descobertas, convicções candentes da alma, do espírito, da mente ou do intelecto, cuidados rigorosos ao definir VERDADES ou a argutamente ignorá-las por prudência, à espera, à espera, à espera constante e indeterminada do tempo apropriado, em forçada obediência a nefastos e alheios interesses esdrúxulos, escusos, velados, ignorantes, incultos ou inconfessáveis. Soam terrivelmente a meus ouvidos as palavras de Stephen Hawking , o gênio inglês da física e da astrofísica, quando pergunta: “sobreviveremos?” “Como poderá sobreviver a raça humana por mais cem anos, diante de problemas tão sérios como a guerra, o terrorismo, a violência, a corrupção, a poluição, o efeito estufa e outras ameaças, em um mundo que se transformou em verdadeiro caos político, social e ambiental ?” . . . Que diz a cidade e o mundo a tudo isto? Que teremos nós a dizer, cidadãos de uma impressionante metrópole, conspícuos maçons, conscientes intérpretes, cultores da mente e do espírito, tão preocupados e sensibilizados com ela e com o mundo em que milagrosamente ainda vivemos, que teremos nós a testemunhar por meio da nossa já tão aprofundada e acarinhada fé no G:.A:.D:.U:. e, agora por meio da simbólica Loja “URBI ET ORBI” a que pertencemos, recente e auspiciosamente formada? Que temos a dizer sobre o recente e espantoso crime perpetrado pela irracionalidade animal de seres insensíveis, assassinos cruéis do indefeso menino João Hélio? Que cidade e que mundo podemos admitir, quando fabrica ou produz tal animalesca insensibilidade? Que diz o ateísmo científico a estas realidades? Os problemas e desafios são mais graves do que parecem. São muito mais graves e sérios ! . . . São na realidade Dantescos para os que verdadeiramente se atrevem a meditar e a dialogar com eles.

Em uma de suas profundas e independentes reflexões, John Gray, atual consagrado cientista , filósofo e pensador inglês, professor de “Pensamento Europeu” na London School of Economics, colunista do Jornal britânico The Guardian e autor de numerosos trabalhos e livros de premente atualidade, diz em “Cachorros de Palha”: “. . . é uma estranha fantasia supor que a ciência possa tornar racional um mundo irracional, quando o máximo que ela poderia um dia fazer seria dar uma nova aparência à loucura usual”...

. . . “As cidades por todo o planeta da órbita terrestre, são tão artificiais quanto colméias. A Internet é tão natural quanto uma teia de aranha. Nós próprios somos artifícios tecnologicamente inventados por antigas comunidades de bactérias como forma de sobrevivência genética, como escreveram Margulis e Sagan: somos uma parte numa intrincada rede que vem desde a tomada original da terra pelas bactérias. Nossos poderes e inteligência não pertencem especificamente a nós, mas a toda a vida.” . . . “Talvez o que distingue os humanos de outros animais é que os humanos aprenderam a se agarrar mais abjetamente à vida. Os gregos e os romanos preferiam a morte a uma vida sem valor. . . . Algumas verdades não podem ser ditas senão como ficção . . . Uma das poucas afirmações, feita por um escritor, poeta e pensador europeu, ( Fernando Pessoa) de que a morte dos humanos não é diferente da de outros animais, aparece sob a autoria do heterônimo Bernardo Soares:

“Se considero com atenção a vida que os homens vivem, nada encontro nela que a diferencie da vida que vivem os animais. Uns e outros são lançados inconscientemente através das coisas e do mundo; uns e outros se entretêm com intervalos; uns e outros percorrem diariamente o mesmo percurso orgânico; uns e outros não pensam para além do que pensam, nem vivem para além do que vivem. O gato espoja-se ao sol e dorme ali. O homem espoja-se à vida, com todas as suas complexidades, e dorme ali. Nem um nem outro se liberta da lei fatal de ser como é.” . . .

Pinçamos acima frases e pensamentos de gente objetiva, profunda, cientifica e intelectualmente dotada e embasada, a quem lhes resulta difícil admitir outra postura que não a de que o animal homem com sua racionalidade e “inteligência” é o único animal afinal que destrói a casa onde vive. É o aqui, o agora e a realidade, que o homem projeta através dos tempos. Parece não haver lugar para a transcendência nem qualquer oportunidade para dialogar com a dimensão e significado do G:.A:.D:.U:.

Nesse mundo irracional em que a guerra parece ser a mais legítima e constante vocação humana e, o instrumento mais “adequado” para “impor” a paz, desde os primórdios da civilização, mundo em que a ciência afinal não nos dá qualquer esperança a não ser a realidade concreta e fria da objetividade racionalista, resta-nos apenas a humildade da fé transformadora e formadora da consciência que cultivamos, comandada e exigida pelo G:.A:.D:.U:. quando proclama : “Haveis ouvido que foi dito, olho por olho e dente por dente, mas um novo mandamento vos dou, amai-vos uns aos outros” ! . . .

Somente quando a humanidade se conscientize da necessidade de “nascer de novo” poderá dar sentido, esperança e resposta às suas indagações sobre a realidade circundante e o futuro destino humano. Uma cultura científica apenas, não ensina ao homem o que deve fazer; não o ajuda a obter uma visão da vida como um todo. Diz-lhe apenas como é que ele pode TER número crescente de coisas, enquanto que o seu problema real, é um profundo senso da necessidade de SER alguma coisa. No mundo “democrático” dos nossos dias, não existe uma grande idéia, racional ou religiosa, à qual se presta fidelidade comum e que, por seu caráter luminoso, esclareça a significação da vida e proveja a força para palmilhar trilhas da mesma. Fora as histórias críticas da filosofia e as filosofias sugestivas da história, a única coisa que se deixou na cultura democrática com semelhança de opinião mundial é a filosofia da liberdade. Mas esta filosofia da liberdade, este vestígio esquecido de grandeza intelectual, no fundo, não é mais do que liberdade negativa, a proclamação de liberdade política sem implicação de responsabilidade moral. O que se proclama é liberdade de alguma coisa e não liberdade para alguma coisa ou em alguma coisa; e tal liberdade não é a que é somente, a verdadeira liberdade: visão abrangente do todo, sujeição, cativeiro inevitável ao ETERNO.

Uma grande parte da responsabilidade da desmoralização reinante nas relações humanas dos nossos dias, é que o ódio e a vingança têm dominado a política nas relações entre os diversos grupos humanos. A “inimizade” tem sido dominante e progressiva.

“Urbi et Orbi” , palavras que formam um sentido muito particular de dimensão transcendente, que fazem parte tradicional da benção do soberano pontífice da Igreja católica romana, para indicar que esta benção, oferecida em suas enciclicas e pastorais, se estende ao Universo inteiro, num anseio autêntico de edificação e paz. Entretanto, não entremos a examinar tantas das incongruências humanas que historicamente também pululavam e impregnavam a humana vivência no universo da cidade Santa, que contudo enviava suas profundas considerações e preocupações divinas nas mensagens de esperança e fé a todo o ORBI. E como “slogan” Urbi et Orbi tem pleno sentido e apelo in loco e universalmente. Também encontramos “URBI ET ORBI”, usado ligeiramente como clichê de bom marketing, na identificação pública de Agências de viagens, e de um sem número de projetos culturais, pesquisa, ou diversão popular, encontráveis facilmente em breve pesquisa Google, a quem possa interessar-se.

Mas para nós, maçons convictos do poder da fé transformadora, seguidores da inspiração que nos provê o G:.A:.D:.U:. ; URBI ET ORBI, expressa com audácia, valor, arrojo, ousadia intrepidez fundamentalmente amor, a oferecer e a semear consciência e anseio transformador do bem, oferecido a todos os que desejem comungar a santa esperança da fé, do trabalho iluminado e sua transcendência, confiança na melhoria das condições de vida para o aprimoramento do comportamento humano, evidentes clara e principalmente em nosso propósito, testemunho e vida pessoal. “URBI ET ORBI”, por extensão, quer dizer por exemplo publicar, testemunhar, difundir, por toda a parte, Urbi et Orbi, mensagem de paz e edificação para todos, transformação do ego negativo em ego construtivo coletivo. Do eu ao nós, do meu ao nosso ! . . .

Do individual ao coletivo. Tão bem expresso na formosa mensagem do “Sermão da Montanha” acima referida: “Haveis ouvido que foi dito, olho por olho e dente por dente, mas um novo mandamento vos dou, amai-vos uns aos outros” ! . . .

Que tremenda e imensa responsabilidade então recai sobre nossos limitados e modestos ombros, ao perfilharmos para nossa querida Loja Simbólica tão significativo e desafiante nome:”URBI ET ORBI “ !. . .

A visão ampliada do Todo !!!

Não somente o uso adequado da maravilhosa faculdade de ver o imediato do nosso dia, da nossa casa, da nossa rua, dos nossos vizinhos, da nossa cidade, do nosso país, do mundo imediatista que nos rodeia sob o prisma de ego inculto e prevenido, mas o Todo Universal que só a distância, a visão generosa da mente e do espírito conseguem divisar no globo azul a pairar nesse imenso e incrível Universo, templo de realidades dantescas e também transformadoras de transcendência.

Mas estou entretanto profundamente convicto, ser certamente da vontade do G:.A:.D:.U:. que este tremendo e sério desafio seja feito e sobretudo aceite de bom grado por nós em plena consciência, como humildes discípulos obedientes e de fé inabalável, que nos faça aparecer distintos e inconfundíveis ante a mera irracionalidade animal reinante, ante a carência geral da importância e dimensão dessa conscientização moral e ética que nos desafia e rodeia localmente, aqui, em nossa cidade, em nosso país, em nossas instituições públicas e privadas, em muitos lares e lugares, e infelizmente, generalizadamente, no mundo inteiro.

Em cada cidade e no mundo, URBI ET ORBI, crescem e proliferam os aspectos nefastos de uma civilização que se deteriora passo a passo, dia a dia, tendo chegado a um ponto de mutação ainda de incógnita, como prevê Fritjop Kapra, onde sem luz e sem esperança, angustiadamente, clamam por Justiça os desamparados, os desprotegidos, os inconsolados, os carentes, ilúcidos e mal informados ou mal conduzidos, os miseráveis, os com fome, os efetivamente sem terra, os esfarrapados, os manipulados, as vitimas da ignorância crassa, os eternamente incultos e costumeiramente confusos, os incompreensivelmente inconscientes, os pobres de espírito, os dotados de espírito mas discriminados, os atonitamente incompreendidos, os confundidos e deploráveis fofoqueiros e mentirosos, propagadores de ignorância e má fé, os ausentes de fé e convicção, a própria maltratada e sacrificada natureza tão claramente ameaçada de morte irreversível, e com ela a nossa “inteligente e racional” civilização, ansiando todos mitigar apenas sua angústia e perplexidade, à espera constante de sentido para uma vida deprimente, dependente como sempre de caridade samaritana regularmente ausente, vegetativa sempre, cumulativa de angústias, simulacro de vida cheia e plena de esperança corriqueira apenas, mas esperança afinal de que a angústia e ansiedade do dia seguinte seja um pouco menor que a presente, no cego mundo, depressivo, aviltante , de escasso estímulo edificante, vingativo, acusador e fatalista.

Que a voz, a atitude, a consciência, o testemunho, a ação dinâmica da Loja “URBI ET ORBI”, que agora nasce florescente e calidamente nos abriga, imbuída e inspirada do melhor propósito de bem fazer, ao afirmar a fé em postulados transcendentes de superação e realização, vontade de conhecer, pesquisar, estudar para melhor confirmar e testemunhar a crença e a comunhão do espírito, de crer para acertadamente agir, de agir para ser acreditada por seu testemunho e realizações, na lealdade indestrutível de quem tem fé inquebrantável, verdadeira, rumo certo, na vastidão e amplitude do título que ostenta, a afirmar um perfil inconfundível de caráter, sob a égide de uma grande Ordem maçônica que é a GLESP, com a visão da cidade e do mundo em que habitamos, para honra e glória dos ideais que ousamos cultivar, que respeitamos e tanto amamos, para que esta jovem Loja simbólica possa a par da grandeza, do bombástico significado e dimensão do seu nome, com imparcial sentido de justiça, probidade e testemunho, sem deixar jamais de ponderar o bem comum, o respeito essencial e vital entre seus componentes, a fraternidade e o amor, ressaltando e cultivando impreterivelmente o conjunto dos valores que promovem a dignidade, a coerência proba, com a propriedade, elevação, modéstia, dotes, dons, méritos, carência ou potencialidade de seus membros, de suas reais condições humanas; materiais, intelectuais, morais e éticas, para se tornarem vocacionados “semeadores” de fé, caridade, esperança, verdadeiros “pescadores de homens” na expressão bíblica, capacitados a semear e estender o bem, a bondade, a fraternidade e o amor sem fronteiras, dispostos a combater o “bom combate”, com inteligência sem perder jamais a noção transparente da beleza e da verdade, para que no bulício e desafios da “URBI ET ORBI” possam demonstrar com exemplo cristalino, feérico e regular, verdadeira identificação e constância, afirmando a nossa crença numa transcendência e destino cósmico espiritual de perfeição e bondade eternas, ditada e exigida pelo G:.A:.D:.U:. na fraternidade indestrutível do Espírito Santo.

“Para que todos sejam um”. “João 17:21”









Erasmo Figueira Chaves

Past Msster da ARLS "Luz de Luxor", No. 531 / GLESP
Membro Fundador da ARLS “Universirária Urbi ET Orbi", No. 657 / GLESP
Past Presidente da Academia Paulistana Maçônica de Letras
Presidente da AMIL “Academia Maçônica Internacional de Letras”

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domingo, 24 de janeiro de 2010

A IDÉIA DE IGUALDADE







A sutileza do pensamento consiste
em descobrir a semelhança das
coisas diferentes e a diferença
das coisas semelhantes.
Montesquieu


e. figueiredo (*)




É tido que a maioria das pessoas tem intuições igualitárias. Mas é no Maçom que encontramos essa percepção clara mais arraigada, porque na Maçonaria a Igualdade é cultivada, vez que, todos são iguais perante o Grande Arquiteto do Universo.
Provavelmente, o lema emancipador e regenerador que identifica a Sublime Ordem (Liberdade, Igualdade, Fraternidade), reforce a tendência.

Estarrece-nos, sobremaneira, como algo errado ou não incontestavelmente correto, o fato de presenciarmos pessoas com pouco enquanto outros desperdiçam. Não deixa de ser desconfortável ver alguém nas condições inferiores à nossa, quando poderia estar igual ou até melhor. A idéia de Igualdade dos homens assenta em que todos eles são entes humanos, portanto, em semelhanças indiscutíveis.

Tal conceito consta no vigésimo segundo Landmark, quando cita que “todos os Maçons são absolutamente iguais...”, baseado no fato da Igualdade de todos os seres. Entre os Maçons não se utiliza do tratamento de professor, doutor, comendador, desembargador ou qualquer outro título em suas apresentações. Quem assim age, está contrariando os princípios da Ordem.

Não é por acaso que as três palavras do trinômio Maçônico caminham juntas, apesar de ser inteiramente falso que esse trinômio seja de origem Maçônica. Não se sabe ao certo quanto ao aparecimento da trilogia, mas é creditada ao Antoine-François Mamoro (1756-1794), um dos principais editores de imprensa do período da Revolução Francesa, que teria criada em 1791, e fez escrever nos edifícios públicos. O brado, nesse fato, evidencia a situação pela qual a França passava naquela época. O clamor ainda se faz necessário, em termos universais, pois Liberdade, Igualdade e Fraternidade são mais necessários do que nunca, na medida em que o irracionalismo, a religião fundamentalista, o obscurantismo e a barbárie estão cada vez mais avançando sobre nós.

A Revolução Francesa introduziu na mente das pessoas o conceito de racionalismo, desde o sistema métrico, mais exato que as medidas vigentes, em pés, polegadas, etc., à idéia da Liberdade e Igualdade, dosada com Fraternidade, porque Igualdade não existe, ou seu simulacro, se não formos fraternos.

A Revolução não foi feita ou liderada por um partido ou movimento organizado, no sentido moderno de conflitos bélicos. O que houve foi um surpreendente consenso de idéias gerais entre um grupo social muito coerente, que deu ao movimento revolucionário uma unidade efetiva.

Dentre essas idéias as intuições igualitárias prevaleciam e eram difundidas pela Maçonaria e associações informais, o que nos permite considerar que os filósofos foram, em parte, responsáveis pela Revolução. Certamente, a Revolução Francesa teria ocorrido sem eles, mas os filósofos constituíram a diferença entre um simples colapso de um velho regime e a sua substituição rápida e efetiva por um novo.

Em sua forma geral, a ideologia de 1789 era a Maçônica, expressa com tão sublime inocência na Flauta Mágica, de Wolfgang Mozart (1791), que teve um papel apologético junto à sociedade. Especificamente, as exigências foram delineadas na famosa Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, proclamada em 26 de Agosto de 1789, cujo documento é um manifesto a favor de uma sociedade hierárquica de privilégios nobres, e não um manifesto a favor de uma sociedade democrática e igualitária, como era desejável. “Os homens nascem e vivem livres iguais perante as leis”, dizia seu primeiro artigo, mas a Declaração também prevê a existência de distinções sociais, ainda que “as distinções sociais não podem ser fundamentadas senão sobre a utilidade comum”.

Era o oposto do mundo do Antigo Regime, baseado na desigualdade social, no Absolutismo de direito divino e nas restrições econômicas do Mercantilismo. A Revolução Francesa é um fato histórico, para sempre registrado na História, irreversível e imutável, entretanto, seu entendimento ainda gera polêmicas.

A IGUALDADE, consagrada pela instituição Maçônica como um dos seus pontos diretivos capitais, ao lado da LIBERDADE e FRATERNIDADE, constitui princípio de ordem compreensivo de múltiplos significados.

No lema da Maçonaria, IGUALDADE é a mais importante entre as três palavras, contudo, não deixa também de colidir com as outras duas, LIBERDADE e FRATERNIDADE. Isto é, juntos ou separados representam os mais importantes ideais da Humanidade, e que não à-toa foram abraçados pela Maçonaria.

Independentemente, do espectro ideológico, a IGUALDADE pode ser reconciliada com a LIBERDADE, que somadas resultam a FRATERNIDADE, que flui naturalmente.

A todos (principalmente aos Maçons !) deve ser restaurado o valor de Igualdade e acomodá-lo à responsabilidade pessoal, sem fugir dos outros dois ideais. Se negligenciarmos a Liberdade e a Fraternidade (que têm significado iniciático), a Igualdade (que contém uma idéia de equilíbrio) acabará não tendo razão de ser. A importância da Igualdade está estribada na Liberdade, que induz à Fraternidade naqueles que possuem o discernimento das contradições que acontecem com a Humanidade.

Os três princípios, apoiando-se mutuamente, são solidários entre si. Sem a coexistência deles o edifício social ficaria incompleto, pois a Fraternidade praticada em sua pureza requer a Liberdade e a Igualdade, sem as quais não será perfeita. Com a Fraternidade, o homem saberá regular o livre arbítrio, enquanto que sem ela a Liberdade deixará as rédeas soltas às más paixões, que desenfrearão, porque o homem só se educa para a Liberdade na medida em que aprende a construí-la. A Igualdade sem Fraternidade levaria às mesmas conseqüências, porque a Igualdade exige Liberdade para poder existir em sua plena consecução.

Em outras palavras, os princípios da Liberdade e de Justiça (denominação que muitos acham mais correta para Igualdade) só podem ser conciliados se houver, antes, um princípio de Fraternidade patente. Entretanto, é utópico esperar que a Humanidade um dia seja diferente. Porém, nada impede que os Maçons, lutem para que tal objetivo seja alcançado. Nesse contexto, pode-se compreender o vínculo do amor fraterno e da confiança mútua, entre os que já se consideram iguais, que a Maçonaria procura estabelecer junto aos seus membros, para que estes absorvam o real sentido da “Obra Maçônica”.

Qual Igualdade procuramos ? Procuramos a Igualdade de previdência social e a Igualdade de oportunidade. A primeira, entendemos como o prazer e a satisfação. Todavia, uma igual satisfação dificilmente pode ser considerada a Igualdade que se quer atingir, se ela puser os caros desejos de alguns no mesmo nível das modestas reivindicações de outros. Oportunidade seria como o próprio nome diz, ou, aquela eqüidade que tem como pressuposto o respeito à Liberdade alheia.

A interpretação de Igualdade, dada pelo comunismo primitivo, está descartada, porque, além de não ter sido a Igualdade sonhada, frustrou o princípio de Liberdade. George Orwell foi muito feliz em seu livro, Revolução dos Bichos, quando retrata, em meio à estória, uma das personagens citando que “todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros...”, fazendo uma analogia ao regime da época da então União Soviética, que pregava a Igualdade em seu país. No conceito de Orwell, tal Igualdade não passaria por um teste de cobiça, cujo resultado acabaria com os desejos pelo patrimônio alheio. Os recursos teriam seu custo avaliado em termos de oportunidade social: o valor de um patrimônio dependeria do valor que tiver para os demais.

Pregar a Igualdade, defender a eqüidade com fundamento moral, só tem direito de fazê-lo àqueles que praticam a Liberdade, sendo falsa e dúbia toda e qualquer pregação que se faz dela se é negada aos outros. Entende-se, pois, que nada é mais hipócrita do que a defesa dos princípios com Liberdade, Igualdade e Fraternidade, apregoados pelos estadistas que não os praticam, e o que é pior, os negam ! São os que estão fantasiados de libertários, que são na verdade liberticidas. Liberticidas são aqueles que não admitem o valor da Liberdade e, como a desprezam, contribuem para destruí-la.

Os homens nascem diferentes, mas com direitos iguais de oportunidade e de justiça. Paralelamente, a Maçonaria reconhece que todos os homens nascem iguais e as únicas distinções que admite são o mérito, o talento, a sabedoria, a virtude e o trabalho. A Igualdade, que expulsa a discriminação, é o pilar indestrutível da divisa histórica, que é o trinômio da Maçonaria, que tem, em seu Obreiro, um libertário por excelência, pois ele prega, pratica e cultua a Liberdade, que, juntamente com a Igualdade, proporciona a Fraternidade, que tem um sentido mais específico que solidariedade, entendendo como um relacionamento mais amplo entre os homens.

O espírito da Maçonaria é, essencialmente o espírito de Liberdade e da Fraternidade, o espírito de libertação mental, o espírito do progresso e da solidariedade. Com esses espíritos, a Sublime Ordem sempre preconizou as reformas que conduzem ao triunfo de um dos seus princípios fundamentais, que é o princípio da Igualdade, cuja preocupação conduz o Maçom ao ideal de Igualdade de recursos, que por sua vez está associado a legitimidade política. Os Maçons, entre si, tratam-se por “Irmãos”, e, tratar alguém de “Irmão” é tratar de igual para igual, é querer para ele o mesmo que para si. Mas é necessário que o tratamento de “Irmão” saia do coração e seja real...

Um regime que não demonstra igual preocupação em relação a todos os cidadãos é para a Maçonaria uma tirania. Não existe a possibilidade de recursos iguais serem impostos por um ditador, mesmo que ele seja benevolente. Muitos países cantam a Igualdade e a Liberdade nos hinos patrióticos, e, são celebrados nas palavras dos humanistas e consagradas nas constituições, todavia, demoram a realizar-se na prática, preservando tão somente como um valor eminentemente retórico. A Liberdade, que a Sublime Ordem se declara, é a de consciência, que considera “a chave da abóbada do comportamento Maçônico”, que está profundamente apegado a um conceito de ação progressiva; e, isso assegura um caráter de instituição sensível à evolução social e à defesa dos valores morais explícitos.

Seria necessária u’a nova revolução nas atitudes e motivações individuais para alcançarmos a Igualdade ? Não se quer uma Igualdade formal, perante a lei. Como posicionamento constitucional, todos os países democráticos a tem. Não bastam as leis ! O que se pensa é na Igualdade que a consciência moral impõe diante das desigualdades do mundo. E, antes de tudo, é em nosso interior que devemos travar a luta para procurar uma solução para a relação entre igual e diferente. Se as pessoas, principalmente os Maçons, rejeitarem o princípio de Igualdade, sua sociedade nunca será justa e muito menos perfeita...


Bibliografia:

A Revolução Francesa – Edição Istoé/Senhor
Cocuzza, Felippe, - A Maçonaria na Evolução da Humanidade
Grainha, Manuel Borges – História da Franco Maçonaria em Portugal
Hosbawm, Eric J. – A Era das Revoluções
Mellor, Alec – Dicionário da Franco-Maçonaria e dos Franco-Maçons
Nogueira, Octaciano – Libertários e Liberticidas (crônica)
Orwell, George – A Revolução dos Bichos,
Scantimburgo, João de – O Brasil e a Revolução Francesa
Seminário de Mestres Maçons -1980 – Ponta Grossa pr




(*) E. Figueiredo - é jornalista - Mtb 34 947 e pertence ao
CERAT - Clube Epistolar Real Arco do Templo /
Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas /
Membro da Confraternidade Mesa 22, e é
Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos– 669 (GLESP)


“Oh ! Quam bonum est et quam jucundum, habitare fratres in unum !”

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

HAITI

Ir. Valdemar Sansão

Ir. Valdemar Sansão(GLESP)

Com o coração sobressaltado vimos a agonia que Porto Príncipe, Capital do Haiti apresenta. Acompanhamos com muito pesar e lágrimas, o desespero, emoção, tristeza e dor desses Irmãos.

Leigo no assunto, entendemos que no fundo do mar, forças internas geológicas se movem e, conforme a massa terrestre resiste, liberam forças extraordinárias, submetendo-as a tremores e abalos na superfície, ou seja, terremotos.

No entardecer da 3ª feira (12/01), de repente o chão começou a sacudir furiosamente. Estrondos, rachaduras, vidro quebrado e abafado pelo desmoronamento de telhados, paredes ruindo, caindo, desabando para dentro dos prédios inteiros com seus andares afundando uns sobre outros, reduzidos a escombros, formando montanhas de tijolos quebrados, madeira entre nuvem grossa de poeira, sobre a avalanche. Gritos de dor, pessoas correndo em fuga desesperada, tentando sair dos prédios, com sangue correndo das feridas abertas, fraturas à vista, gritando alto, chorando, pedindo ajuda para suas dores e tristezas.

Pessoas meio soterradas implorando socorro aos que procuravam abrigo. Outras, sem esperar ordens, começavam a escavar os montes de destroços, com as mãos nuas, pedaços de paus, usados como alavancas, tomando cuidado para não causar novos desmoronamentos, seguindo a vibração do som abafado dos pedidos de ajuda entre vozes que saiam dos escombros que podiam ouvir ou sentir em seus corações.

Continuamente as vítimas espremidas rogando por socorro e homens pedindo silêncio para que continuassem falando e pudessem chegar até elas entre milhares de mortos.

O nosso soldado, abraçado ao seu fuzil, de joelhos, estendendo sua mão e agarrando a de uma mulher soterrada, grita: “ela está viva, ela mexe a mão e pede água, ajudem...” Era uma enfermeira; três dias enterrada viva; o militar a retira. Enquanto o tempo passava, muitas vozes que pediam ajuda se reduziam e sumiam totalmente. Horas depois homens e mulheres continuavam cavando e ouviram o choro fraco de uma criança. Fazendo silêncio, chegaram a certo ponto do monte de escombros e começaram a cavar.
Outros se juntaram para ajudar. Era um bebê que gritava mais alto. Por fim, avistaram o corpo de um homem enterrado, curvado para proteger o filho dos destroços que caíram sobre eles. Vimos em grande parte da cidade, as paredes tombando, esmagando e soterrando quem estava nos prédios, nas casas.

As tubulações de água e esgoto se rompendo, postes de luz tombando, fios soltando faíscas e fumaça. Cheiro forte de gás espalhado na atmosfera. Postos de combustíveis em chamas.

Vimos a cidade mergulhada na confusão e na desordem. Vimos pais com filhos agonizantes no colo pedindo ajuda, compaixão e misericórdia a Deus.

Meu irmão, entendemos seu desespero e sua dor que também é nossa. Contudo isso não foi obra de Deus, mas da Natureza. E a natureza tem as suas próprias leis.

Nesse momento, se nos fosse possível fazer uso da razão, se tivéssemos equilíbrio para sermos coerentes, em vez de perguntar: “Por que eu?”, deveríamos perguntar: “Por que ainda estou vivo? - Talvez Deus o queira vivo para usar cada momento de dor como oportunidade para que aprenda as lições?”.

Cada erro é uma ocasião para corrigir rotas; cada fracasso uma chance para ter mais coragem. Nas vitórias, somos amantes da alegria, nas derrotas sejamos amigos da reflexão!

A vida é o verdadeiro milagre. Deus sabe o destino de cada filho. Santificado possa ser eternamente o Seu nome!

Entre milhares de haitianos mortos, não sabemos quantos, há milhares de pessoas desaparecidas e é difícil saber exatamente quantos de nossos compatriotas lá se encontravam. Além de inúmeros militares feridos, o falecimento da eminente Dra. Zilda Arns Neumann, fundadora e diretora da Pastoral da Criança. Vimos esse grande espírito, mulher serena que foi pregar o Amor na terra da desavença, do padecimento, liderando sua própria emoção, jamais abriu mão da luta em prol do desejo de doar-se, de sacrificar-se pelos carentes, pela construção da Paz no mundo. Dra. Zilda, rogo a graça divina de sua bênção!

Nós que dedicamos nossa juventude e mais de três décadas de serviço ao Exército brasileiro, sabemos quanto árduas são as tarefas do militar que, correndo riscos, expõem sua saúde, sua vida, o vigor de sua mocidade, cumprindo fielmente missões, participando com grandiosidade das tarefas e deveres que enobrecem e dignificam nossa nação.

Assim foi em Guararapes; nos campos da Itália, mortalha de heróis da F E B. Foi em 1935,foi a partir de 1957, com o Batalhão Suez, participando de inúmeras e destacadas Missões de Paz da ONU. Assim foi em todas as ocasiões que a democracia foi ameaçada. O sangue do soldado brasileiro foi derramado. São heróis esquecidos aos quais a nação lhes deve eterna, e muitas vezes negada, gratidão. E agora o terremoto do Haiti ceifou mais vidas desses heróis que foram levados para o túmulo, no cumprimento de mais uma missão. Quatorze corpos de militares do Exército já foram encontrados. Ainda tentam encontrar quatro desaparecidos.

Mais uma vez “Missão cumprida”, bravos Soldados do Brasil. Minha respeitosa continência !.

Ficamos mais pobres com a tragédia haitiana. Perdemos soldados que como vemos nos telejornais, tinham a confiança daquele sofrido povo. Enobreceram a bandeira que ostentavam na farda. Perdemos Zilda Arns, grande brasileira, que tinha a criança carente no coração.

A Filosofia Maçônica não aceita a fatalidade, porque basta o ato de Iniciação para transformar o destino de um homem. Existe a “terapêutica do destino”; basta contornar uma situação que conduz a um fim desastroso para que o destino se altere; às vezes, uma só palavra de incentivo reanima o maçom e, pleno de esperança, ele foge de uma fatalidade que acreditava impossível de vencer. A confiança no grupo, a fé no poder da união, a consciência de que o maçom não foi “pinçado” em vão dentre muitos, afasta o inevitável no sentido de um fim sem retorno. O desespero sim, é um dos caminhos para descambar em uma fatalidade.

Em Maçonaria, a Natureza tem destaque na figura geométrica do Triângulo equilátero e simboliza o Delta Luminoso fixado no Oriente, dentro do Dossel e acima do trono do Venerável Mestre, representando os três lados do triângulo: o nascimento, a vida e a morte. Dentro da Loja maçônica, a melhor representação da Natureza é o ser humano, porque dela faz parte. A natureza tem sido agredida durante milênios e com maior violência no último século. A reação do próprio homem (Ecologia) para preservá-la tem sido pálida.. A Maçonaria tem o dever de tomar parte nesse esforço, porque é guardiã da Natureza. Ela está nos avisando que precisamos tomar atitudes, mas não ouvimos a sua voz!

A ciência ocupa-se do bem-estar do corpo; o culto do amor ao próximo resulta da elevação da alma; a glorificação a Deus conduz à realização de nossos ideais.

OH, SENHOR MEU DEUS!










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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"O Símbolo Perdido", por Dan Brown

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O Caso Arruda














Análise pelo Irmão William Carvalho

Com o período chuvoso no Brasil, um raio caiu no Buritinga. Raios quando caem provocam incêndio, matam e causam grandes estragos.

Para uma análise estrutural do Caso Arruda devem ser deixadas de lado as paixões tão usuais na análise de fenômenos políticos no presente.

Primeiramente tem que se considerar o contexto político do Distrito Federal. Com a nova Constituição, Brasília passou a ter autonomia política, uma questão que até hoje deixa dúvidas sobre tal decisão, pois Brasília não possui autonomia financeira para gerir sua administração, dependendo da União para a suplementação de recursos. Alguns defendem que o Distrito Federal é uma imensa prefeitura, cujo prefeito deveria ser nomeado pelo Governo Federal. Eis o primeiro ponto polêmico.

Com a autonomia política, Brasília passou a ter 3 senadores, 9 deputados e 24 deputados, ditos distritais.

Brasília possui também um eleitorado sui generis: de um lado concentra um dos eleitorados mais politizados e informados do país, em boa parte, incrustados nos poderes da República e conhecedores dos bastidores do Poder, mas tem como contraponto outra parcela do eleitorado (maioria) de pessoas de pouco instrução, pouco informadas, consideradas como se vivessem numa região de fronteira dos grotões, ou seja, massa de manobra para todo tipo de manipulação.

Brasília deu um mandato a um senador que foi o único até hoje cassado pelos seus pares: o senador Luis Estevão.

Deu também mandatos para dois senadores – José Roberto Arruda e Joaquim Roriz – que renunciaram para não serem cassados. Não se deve esquecer que o Ir. Arruda é reincidente.

O raio que atingiu o Buritinga deixa um rastro de conseqüências políticas que não podem ser ignoradas. Devem ser evitadas as posições estremas: i) uma visão ultra moralista que critica qualquer deslize dos políticos, por mínimo que sejam, e ii) uma posição de tolerância absoluta para com os pecados mortais dos políticos.

O governador Arruda, nosso Irmão, teve em Durval Barbosa o seu algoz letal. Foi pego com a boca na botija e em política, pode-se quebrar centenas de regras sem maiores consequências, pelo menos na nossa cultura desse limiar do século XXI, mas, por outro lado, existem meia dúzias de regras que quando quebradas geram consequências mortais.

O primeiro ponto de análise sobre o panetonegate deve ser o dos profissionais da política. Assim, como está se comportando a cúpula do DEM? Este partido estava se preparando arduamente para ingressar num projeto de modernização para buscar votos nos grandes centros urbanos e deixar de ser um partido dos grotões do interior. O DEM se prepara para cassar Arruda para tentar sobreviver e não ser colocado no rol dos partidos nanicos.

Se o mensalão federal, de triste memória, tivesse um Durval Barbosa que gravasse em vídeo suas falcatruas, não seria tão facilmente esquecido e geraria cabeças decepadas nos mais diversos níveis. Durval Barbosa é o novo fenômeno político da atualidade neste caso sintomático, mais uma vez o mundo se queda bestificado perante o Brasil, pois mostra as entranhas mais íntimas de nosso malfadado sistema político. O único vídeo gravado de falcatruas do mensalão do governo federal do PT foi o de Waldomiro Diniz, réu confesso, filmado e gravado achacando um “bingueiro” que, pelo estágio institucional da máquina judiciária no Brasil continua livre e solto. Em países mais desenvolvidos política e judicialmente, ele já estaria atrás das grades a muito tempo. Era, pois, o único vídeo, perdido no meio de miríades de alegações, mas todas sem o vídeo, que é mortífero.

Os políticos profissionais do DEM se preparam para decepar a cabeça de Arruda por uma questão de sobrevivência e nesse caso são homens profissionais da política, não movidos só por notícias da mídia e por ingenuidades inerentes aos leigos da política. Assim Arruda já foi julgado e condenado pelo seus pares.

Outro ponto de análise deve ser a imprensa. A grande imprensa tem sido incansável em denunciar o panetonegate. O mesmo não acontece com a mídia de Brasília – na sua quase total maioria, dominados por Arruda e Paulo Otávio, como se fosse uma pequena cidade do interior – que, se dependesse dela o caso estaria “controlado”.

Não se discute se Arruda estava fazendo um governo de realizações. Claro que estava, pois na medida em que contou com uma chapa puro sangue, mais a competência gerencial de seus quadros, Brasília esta prenhe de novas obras, visando a Copa e as Olimpíadas e se preparava para completar suas 50 primaveras. Contudo, isso, per se, não justifica o esquecimento dos graves fatos apontados nas gravações.

Mais um ponto de análise: a opinião pública. Sabe-se que a grande imprensa pode insuflar a opinião pública, mas ela só pode operar baseada em fatos reais que possam gerar apelos emocionais. Boa parte da moderna opinião pública do Distrito Federal e do Brasil está enojada com os acontecimentos divulgados nos últimos tempos. Se fosse num país mais desenvolvido o caso já estaria encerrado a muito tempo, mas no Brasil as coisas acontecem com mais vagareza. O quadro, contudo, deixa margens a especulação: como Arruda presidiria uma sessão solene de abertura de jogos numa Copa Mundial ou nas Olimpíadas com o estádio cheio com convidados estrangeiros e nacionais? Será que conseguiria abafar as estrondosas vaias?

Mais um ponto de análise: o jurídico. Pela estágio institucional-cultural da burocracia judiciária no país – que até hoje nunca condenou e prendeu um político por corrupção nos termos aqui analisados – Arruda só seria condenado se no momento do julgamento houvesse uma mobilização grande da opinião pública, caso contrário o caso, com bons advogados, seria lançado para as calendas gregas para posterior esquecimento ou teria uma condenação leve. Eis aí também um fator que deve ser discutido no atual estágio brasileiro: o nível de nossa máquina judiciária, sua lentidão, seu período de férias que segundo o editorial do jornal Estado de São Paulo do dia 9/12/2009 beira a metade do ano, etc.

Pelo exposto, como fica a Maçonaria em relação ao caso Arruda?

Tudo vai depender do estágio institucional-cultural da Maçonaria Brasileira. Se a Maçonaria estiver olhando pelo retrovisor deverá deixar o caso prosseguir para posterior esquecimento ou esperar que o tempo dê a solução para o momentoso caso.

Se, contudo, estiver com os olhos voltados para o futuro, procurando sair das palavras de seus manifestos anticorrupção e iniciar um processo de passar a limpo o Brasil, neste limiar do século XXI, deverá arcar com o ônus de influir nos destinos do país e do Distrito Federal, expelindo Arruda de suas fileiras.

A sorte está lançada. Nos próximos meses, veremos se o Brasil está maduro para iniciar um novo período, com reformas políticas que dificultem o atual estágio da corrupção no país. Corrupção existe em qualquer país do mundo, o que diferencia o estágio político de cada país é se, uma vez pegos os corruptos, eles são processados e condenados por uma justiça rápida e eficaz.

Alia jacta est...


William Carvalho

Presidente da Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal


Leia também: Poder, dinheiro, corrupção e...

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sábado, 21 de novembro de 2009

AMIL - Encontro Internacional



AMIL
Academia Maçônica Internacional de Letras

INTERNATIONAL MASONIC LITERARY ACADEMY

II INTERNATIONAL MEETING

Local: MASONIC TEMPLE
The Grand Lodge Of Free & Accepted Masons of Pennsylvania
Philadelphia – Pennsylvania
29 a 31 de Outubro de 2009

















Na foto acima, ao centro o Irmão Antonio Simões, Presidente da AMIL para os EE.UU. e na frente da Bandeira está o Vice-Presidente para os EE.UU e próximo Grão-Mestre da G.L. da FILADÉLFIA.
















Flagrante da palestra proferida pelo ilustre confrade e Ir. Sérgio Borja, dia 31 de Outubro passado, por ocasião do Encontro de Filadélfia. Para visualizar o paper apresentado pelo Ir. Borja, por favor clique no logo PDF abaixo.

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sábado, 14 de novembro de 2009

Secret History of the Freemasons




Espero que seja de ajuda para ampliar o seu entendimento de alguns temas e contradições que envolvem a Sublime Ordem, seja nos EUA ou pelo mundo afora.

Cordialmente,


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The Lost Symbol




Este final de semana iniciei a leitura desta última novela de Dan Brown. No link da AMAZON BOOKS você poderá ler algumas páginas, incluindo a introdução completa (que intenta revelar alguns "segredos" da Sublime Ordem).

Na medida que prosseguir na leitura desta novela, apresentarei alguns comentários para os leitores do Blog do SALMO133.

Cordialmente,


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domingo, 25 de outubro de 2009

O Templo do Rei Salomão - Animação gráfica



O vídeo acima reconstrui com recursos da tecnologia gráfica digital e riqueza de detalhes o Templo construido pelo Rei Salomão para honra e glória de Deus.

Boa viagem à cidade de Jerusalém.

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As Virtudes Cardeais

SabedoriaTemperançaPerseverançaJustiça




Em algumas tradições cristãs são quatro as virtudes cardeais:

Prudencia: capacidade de julgar entre ações considerando aquelas apropriadas em um determinado período.de tempo.

Justiça: adequada moderação entre o interesse próprio e os direitos e necessidades dos outros.

Temperança ou Submissão dos Sentidos: prática do auto controle, da abstenção e da moderação.

Perseverança ou Coragem: paciência, resistência e capacidade de confrontar o medo, a incerteza e a intimidação.

Estas virtudes foram inicialmente derivadas do modelo de Platão (que inclui a piedade) e adaptadas por São Ambrósio, Agostinho de Hippo e Tomás de Aquino. O termo “cardeal” vem do latim cardo ou suportes pivotados, sendo assim chamadas por serem as dobradiças sobre as quais a porta da moral se apoia e se movimenta.

As figuras acima apresentam as virtudes Cardeais como foram ilustradas no Túmulo do Papa Clemente II (papa por apenas 12 meses, falecido em 1047 e o único sepultado fora da Italia ou da França) na Catedral de Bamberg, Alemanha.

Estas virtudes podem também ter sido adquiridas da cultura judaica. No Livro da Sabedoria de Salomão, ou Livro da Sabedoria ou simplesmente Sabedoria (que é um dos livros que compõem os livros sete Livros deteuro-canônicos da Bíblia, juntamente com os Livros de Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares de salomão e Eclesiástico) no Capítulo 8, verso 7, se lê: “Ela (sabedoria) ensina temperança, e prudencia, e justiça e perseverança que são as coisas que os homens podem ter como as mais valiosas em suas vidas.”

Foram certamente trazidas ao Cristianismo, pois São Agostinho, discutindo a moral da igreja, assim as descreveu:

Para estas quatro virtudes (poderiam todos eles sentirem a sua influencia em suas mentes assim como eles tem os seus nomes em suas bocas!), eu não terei nenhuma hesitação em definá-las:

"que temperança é em si mesmo dar amor inteiramente para o que se ama, perseverança é o amor prontamente suportando todas as coisas para o bem do objeto amado, justiça é o amor servindo somente o objeto amado e, consequentemente, governando corretamente, prudencia é o amor distinguindo sagazmente entre o que o suporta e o que o ajuda."


Estas virtudes “cardeais” não são as mesmas que as denominadas virtudes teologais: fé, esperança e caridade (veja 1o. Corintios, Capítulo 13). Juntas elas compõem o que é conhecido como as sete virtudes cardeais, também conhecidas como virtudes celestiais.



Tumba de Sir John Hotham na Igreja de Santa Maria, South Dalton, East Riding of Yorkshire, onde se observa as imagens artísticas das virtudes cardeais suportando-o quando em vida.



As Virtudes do Maçom
Dedicado aos Companheiros

Na Maçonaria, o homem Manifesta suas virtudes,
Através da firmeza de atitudes.
Maçom deve ser paradigma
Como construtor da Humanidade:
Na prática da , da Esperança e da Caridade.

Essas, apenas não bastam!
Além das teologais,
Deve praticar as naturais,
Para completar a sua marcha:
A Prudência e a Temperança,
A Justiça e a Perseverança.

Francisco Mello Siqueira
2003


(Em uma próxima postagem abordaremos as virtudes cardeais).

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sábado, 24 de outubro de 2009

Washington, DC: Uma cidade maçônIcamente planejada?



Com as publicações de Dan Brown a Maçonaria e as coisas e pessoas a ela associadas direta ou indiretamente tornaram-se objeto de atenção do público em geral.

A cidade de Washington, DC, capital dos EUA é um exemplo desta curiosa relação.

Planejamento (secreto) ou coincidencia (eventual)?

O vídeo acima apresenta algumas perspectivas a respeito deste atual tema.

Boa pesquisa e bom divertimento!

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O Que Significa Ser Maçom



A maçonaria é uma instituição que ao longo dos séculos tem participado da sociedade ocidental como edificafora de homens e mulheres capazes de servir de modo destacado os seus concidadãos.

Baseada no desenvolvimento de virtudes e qualidades, promove nos seus membros a compreensão dos benefícios decorrentes de uma correta compreensão e prática do

AMOR FRATERNAL.

O vídeo desta postagem proporciona uma visão ampla desta centenária instuição.

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O Que é a Maçonaria

A Maçonaria, Ordem Universal, é constituída por homens de todas as raças e nacionalidades, acolhidos por iniciação e congregados em Lojas, nas quais, auxiliados por símbolos e alegorias, estudam e trabalham para o aperfeiçoamento da Sociedade Humana.

É fundada no Amor Fraternal e na esperança de que, com amor a Deus, à pátria, à família e ao próximo, com tolerância e sabedoria, constante e livre investigação da Verdade, com a evolução do conhecimento humano pela filosofia, ciências e artes, sob a tríade da Liberdade, Igualdade e Fraternidade e dentro dos Princípios da Moral, da Razão e da Justiça, o mundo alcance a felicidade geral e a paz universal.

A partir desse enunciado podemos deduzir o seguinte:

A Maçonaria proclama, desde a sua origem, a existência de um Princípio Criador, ao qual, em respeito a todas as religiões, denomina Grande Arquiteto do Universo;

A Maçonaria não impõe limites à investigação da verdade e, para garantir essa liberdade, exige de todos a maior tolerância;

A Maçonaria é acessível aos homens de todas as raças, classes e crenças, quer religiosas quer políticas, excetuando as que privem o homem da liberdade de consciência, da manifestação do pensamento, restrinjam os direitos e a dignidade da pessoa humana e exijam submissão incondicional;

A Maçonaria Simbólica compõe-se de três Graus universalmente reconhecidos e adotados: Aprendiz, Companheiro e Mestre;

A Maçonaria além de combater a ignorância em todas as suas modalidades, constitui-se numa escola, impondo-se o seguinte programa:

a) obedecer às leis democráticas do País;

b) viver segundo os ditames da honra;

c) praticar justiça;

d) amar o próximo;

e) trabalhar pelo progresso do homem;

A Maçonaria proíbe discussão político-partidária e religioso-sectária em seus Templos.

A par dessa definição a Maçonaria, também, proclama os seguintes princípios:

- Amar a Deus, a Pátria, a Família e a Humanidade;

- Praticar a beneficência, de modo discreto, sem humilhar;

- Praticar a solidariedade maçônica, nas causas justas, fortalecendo os laços de fraternidade;`

- Defender os direitos e as garantias individuais;

- Considerar o trabalho lícito e digno como dever do homem;

- Exigir de seus membros boa reputação moral, cívica, social e familiar, pugnando pelo aperfeiçoamento dos costumes.

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