PEDRA BRUTA

Blog do site SALMO133 - Pesquisas e Estudos Maçônicos

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A Broken Wall Street

A mensagem "Uma Wall Street Quebrada" (vídeo abaixo) foi apresentada no sábado passado, dia 6 de Fevereiro, e faz parte de uma série de cinco estudos sôbre aspectos importantes da vida e da cultura americana que estão sob forte pressão nos tempos atuais.

Convido-o, você prezado visitante do BLOG PEDRA BRUTA, à assistir a série completa (que em breve estará em um link facilitador do acesso).

O Dr. Ed Yong é o pastor líder da 2a. Igreja Batista em Houston, Texas.






Para visulaizar outros vídeos, clique no link abaixo:

A Broken Wall Street

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Proselitismo Político e os e-Mails

Dia destes recebi mais um e-mail , daqueles de protesto contra alguma coisa, mas que na maior parte das vezes são textos preparados para servirem de “nuvens de fumaça” e desviar a atenção de uma parcela da sociedade que se julga preparada e que “enxerga”em tais e-mails verdades de valor inquestionável.

Parece-me que a “base intelectual” para a produção de tais ferramentas de propaganda política é o radical proselitismo político em prol da implantação de um estado socialista e uma “democracia popular” no Brasil.

O referido e-mail me foi enviado por diversas diferentes fontes. O primeiro que recebi li por cima e descartei pois o considerei apenas mais um examplar do lixo eletronico que circula velozmente pela Internet. Não estava errado.

Entretanto, uma destas fontes o enviou com um título provocador e um comentário pró Hugo Chavez que despertou a minha atenção. Percebi, então, outras intenções em tais "protestos" e "alertas" contra o capitalismo e outras "maldições sócio econômicas" que assolam os países latino americanos.

Mantivemos, então, eu e o meu amigo adepto e propagandista da "solução socialista (bolivariana?)", um diálogo que se desenvolveu através de comentários e respostas aos comentários. Trancrevo este diálogo pela sua possivel importância didática em alertar a respeito de tais "spams ideológicos".

Meu amigo será denominado aqui de AMIGO, para identificar suas manifestações. Identifico-me, nesta sequência de conversações,por Pedra Bruta. Meus comentários adicionais estão em itálico e não constaram da conversação.

Inicie-mos, então, pelo agressivo título do e-mail por mim recebido da referida fonte:

Ao otariado nacional (Leiam até o fim, se forem capazes)
Para ler o texto da mensagem contida no e-mail, CLIQUE AQUI

A mensagem de encaminhamento redigida pelo MEU AMIGO é a seguinte:

"Esses dias, o presidente venezuelano Hugo Chávez botou um cabresto na rede de supermercados franco-colombiana Éxito, que achou que podia desafiar seu governo e remarcar preços impunemente.

A indignação foi tamanha que se a direita hidrófoba do mundo todo encontrasse o diabo e o presidente venezuelano na rua, cumprimentaria o primeiro e lincharia o segundo.

Agora leiam a carta (clique no link acima), enviada por um cidadão de Belo Horizonte, e vejam porque o capitalismo gastou fortunas para exorcizar o comunismo e se volta, agora, contra os socialistas.

Vai continuar roubando a humanidade como sempre fez, contando com a estupidez do otariado, que acha lindo esse estado de coisas."



Fiquei pensando que na verdade este comentário esclarecia bem a tática dos aderentes a um almejado programa socialista e uma sonhada "democracia popular" a ser implantada no Brasil: Fazer a mentira parecer verdade.

Vejam que o texto do e-mail foi "montado" para dar um tom de "verdade inquestionável, baseada em fatos e números" às afirmações "exorcizando o capitalismo e tudo de mal que está a êle atrelado". A tática é rudimentar, ou seja, compara dois diferentes sistemas políticos e econômicos sem considerar os prós e contras de cada um deles e a real conjuntura sócio-política do país. Na verdade não passa de "pancadaria pura e grosseira" ou "baixaria" mesmo. Coisa de prosélitos esquerdistas fanáticos, ignorantes e radicais.

Toda esta propaganda deletéria e que nada contribui para o futuro do poovo e do País, visa apenas turvar e tumultuar o ambiente político e a dura disputa que poderá retirar do poder estas cobras venenosas que estão se fortalecendo com a era Lula para empreender uma jornada política "a la Fidel", ou seja, tomar de assalto (e esta é a palavra exata) o poder pela vida toda, custe o que custar para o povo.

Mais que isso, visa criar dúvidas em parcelas da classe média, capturar o distraído útil e, assim, aumentar as chances de conversão do nosso País rumo ao socialismo e à assim auto denominada “democracia popular”.

As fontes doutrinarias e ideológicas estão à vista: são as águas turvas que jorram de Cuba e da Venezuela, devidamente abençoadas por “intelectuais” de vanguarda, diplomatas a serviço da causa e não dos interesses do País, ”heróis da pátria” beneficiados pela Lei da Anistia de todos os naipes e caras, incluindo alguns ex-terroristas e assassinos, uma miríade de políticos corruptos e fisiológicos abençoados pelo voto popular e prestando enorme deserviço à Pátria ao mesmo tempo que colaboram para "demonstrar que o regime esta falido e que tudo que está aí precisa ser mudado".

É a preparação do terreno para a recepção eletiva de alguns "pais e mães da pátria", sem contar, quiça, que também se encaixa como uma luva como excelente cenário preparatório para a entronização triunfal de algum "salvador da pátria". Se não nesta, quem sabe na próxima, se o povo "aguentar" esperar até lá!

Nos diversos escalões de governo, um objetivo parece a todos unir: Exercer, sem contestações por parte do poderes instituidos e por tempo inderteminado, o inebriante "poder de influenciar pessoas e organizações”.

É um estado pré-hipnótico, letárgico, para manter o povo em estado de prontidão para a grande catarse social que se encontra em preparação avançada.

Por tudo isto ganhar a eleição e manter-se no poder é a prioridade máxima destes "abençoados".


Então, com este cenário em mente, enviei-lhe o seguinte comentário INICIAL:

"Caro AMIGO,

A análise do cidadão belo-horizontino é pobre na sua abrangência, carece de lógica e conduz a sofismas. E nada tem a ver com a questão de controle de preços, velha e infausta prática testada de modo entusiástico durante o governo daquele período denominado de Nova República", lembra-se?

Cordial abraços."

Seguiu-se a resposta abaixo:

"Caro PEDRA BRUTA.

Se a análise do cidadão belo-horizontino é pobre na sua abrangência, eu ainda não ouvi uma rica na sua abrangência.

Abraços."

Avançando um pouco mais o debate, resumi o que segue:

"Caro AMIGO,

Havendo um tempinho vou tentar colocar por escrito o que pensei a repeito daquele comentário.

É bastante valioso aprofundar um pouco cada tema e sair da vala comum da crítica pela crítica, ou por simples proselitismo (de qualquer natureza).

Mas para adiantar o meu racíocio, a questão básica que foquei no meu comentário está relacionada com comparar laranjas com bananas, independentes se são caras ou não.

Como diz o adágio popular: "A noite todos os gatos são pardos."

Cordial abraço."

Uma nova manifestação rapidamente cruzou o espaço cibernético:

"PEDRA BRUTA. Os números estão aí.

Existe uma explicação lógica para o exemplo do orégano?

Quanto à tinta da impressora, trata-se de água e corante.

Eu não sou daqueles que só discute futebol se for a favor do meu time.

Se existe uma explicação para o preço do orégano, eu quero ouví-la.

Abraços."

Provas "irrefutáveis", números "inquestionáveis", fatos, documentações diversas... Ufa! Vamos adiante...:

"Caro AMIGO,

A explicação lógica para a formulação de preços de mercado é uma das disciplina estudadas em cursos de administração de negócios e envolvem a ponderação adequada de uma série de fatores que irão inteferir no preço de venda de cada produto em cada uma das fases da respectiva cadeia produtiva até o preço final que o consumidor irá pagar.
Inclue custos de produção, remuneração do trabalho aplicado, remuneração do capital aplicado, reserva para enfrentamento de riscos diversos, previsão de consumos pelo consumidor final etc.

Como você vê, comparar alhos com bugalhos pode resultar em erros crasos.

Uma importante missão que temos na vida, como pessoas mais instruidas, é lançar luz sobre temas que muitas vezes são tratados sob a égide da mistificação ou do má-fé ou da ignorância.

Cordial abraço,"

Aí entra em cena a "doutrina macro econômica" pregada por alguns doutrinadores "iluminados" ...:

"Formação e política de preços é uma coisa, PEDRA BRUTA.

Achaque é outra completamente diferente."

Não é fácil. o argumentador é incansável na defesa de dogmas! Continuemos...:

"Caro AMIGO,

Tinta para impressora deveria ter política de preços? E o orégano, também?

Veja que esta mescla de laranja com bananas é realmente inspira mistificação ou má-fé ou mesmo simples ignorância. Quiçá uma bem temperada mescla de tudo isto ou fruto de um espírito simplório.

Cordial abraço."

Neste ponto entram cena os números que comprovam a "obscenidade" do regime capitalista que a tudo e a todos lesa... A conversa continua:

"PEDRA BRUTA.

Vamos ficar no exemplo do orégano, que é vendido nos supermercados em saquinhos de 3 a 10g, como afirma o belo-horizontino, ou R$ 633,00 o quilo.

Se vc. consultar a cotação do último dia 7 dessa especiaria, na Bolsa de Cereais de São Paulo,

Jornal "A Folha de São Paulo": Indicadores de Preços

verá que o quilo do orégano chileno a granel foi vendido pelo preço médio de R$ 2,55. (confira abaixo e faça as contas).

Política de preços, caro PEDRA BRUTA, é um dos instrumentos de controle
da inflação.

Envolve todo e qualquer produto.

Leia esta definição superficial de inflação:

Site Renasce Brasil: Inflação

e constate qual é sua principal causa.

Você não lembra dos aumentos abusivos do feijão nos anos 70, não?

Aumentos que nada tinham a ver com inundação, quebra da safra, nada.

Especulação pura.

Quem reclamava do preço do feijão naquela época era tachado de comunista."

Ufa! O incauto neste ponto já está quase que convertido ao "modelo" e querendo mudar "tudo que está aí..." menos, claro, os ditos "salvadores da pátria". Bem, continuemos:

"Caro AMIGO,

- Qual é o peso do óregano no cálculo da inflação? Orégano é um produto essencial? Deveria estar na composição da inflação?

- Como se controla a inflação? Controlando preços? Que preços controlar? Como pagar o produtor de um produto de preço controlado?

- O governo pode suprir todos os produtos emandados pelo mercado e assim controlar os preços, uma vez que será o único contribuinte da cadeia produtiva? Neste caso como manteremos o governo produtor / regulador? Como controlar preços de produtos essenciais que estão fora da capacidade de produção do tal governo nacional?

Aí então estamos entrando em outro tema bastante interessante: a macroeconomia. Olhando para trás, posso afirmar que, felizmente, o atual governo do Brasil ainda não se aventurou a grandes mudanças nesta área (apesar dos "exemplos" vindos de alguns "compañeros y camaradas de luchas") e por isto mesmo estamos com a inflação controlada em limites civilizados.

Cordial abraço."

Aí a "coisa pegou"... E dá-lhe numerologia "socialista". Veja lá:

"Caro PEDRA BRUTA.

Pelo jeito vc. não leu o link que te mandei mostrando a definição de inflação e como ela se forma.

Começa com o preço do orégano e descamba pra tudo, porque não há controle, não há freio, não há limite.

Veja alguns ítens que não entram no cômputo da inflação, mas impactam fortemente os preços de tudo:

Veja como agem os Gersons:

Anúncios sobem 200% acima da inflação

Reajustes abusivos, muito acima da inflação.

A ordem é levar vantagem e danem-se os prejudicados.

Veja mais esses dois exemplos:

Cartucho HP 78, de 19 ml, R$ 89,90 na Saraiva.

Preço de cartucho de tinta

R$ 89,90/19ml = R$ 4.73 por ml.

R$ 4,73 x 1000 ml = R$ 4.731,57.

Um litro da tinta utilizada no cartucho

HP 78 custa, então, R$ 4.731,57.

______________________________________________

TV LCD 42 polegadas Full HD 1080p 240Hz -
Conversor Integrado - LG Live Borderless 42SL80YD no Magazine Luiza:

Preço de TV LCD 42"

De R$ 5.199,00

Por: R$ 3.999,00

ou 12x de R$ 333,25 sem juros no cartão de crédito

Se vc. pagar à vista, no boleto, ainda leva 6% de desconto.

Vai levar a TV, então, por R$ 3.759,06.

___________________________________________


Essas empresas escroques não precisam do cabresto do Hugo Chávez.

Precisam é de pelotões de fuzilamento."

Imaginem só o que poderia vir a acontecer com uma eventual "queda da bastilha" e o certos extremistas travestidos de "donos da verdade" e revestidos do "poder popular para julgar e sentenciar"...

Seria o melhor dos mundos, um verdadeiro "passeio no parque" para certas organizações que apesar de não existirem legalmente, de fato recebem até mesmo ajuda governamental. Afinal são "vitimas do degradante sistema capitalista" e precisam resgatar as suas liberdades e direitos cerceados pelo "sistema que está aí".

Para o povo em geral, mêdo, escravidão e jugo cruel!

Ufa! É mole? mas continuemos mais um tanto...:


"Caro AMIGO,

Entre outras defesas, o consumidor não é obrigado a comprar orégano (nem tinta para impressora, nem mesmo impressora), pode pesquisar o menor preço, pode mudar de marca.

Creio que o site indicado (para explanar sobre inflação) comete a mesma falha de conceito que aquele cidadão patriota lá de BH. Confundir inflação com preço alto (devido a impostos ercochantes, entre outros fatores) é algo que que a população brasileira já não mais erra.

Então não trata-se de argumentos. Trata-se de dogmas. Talves em outro regime a riqueza possa ser gerada em maior escala e melhor distribuida. Veja os exemplos que temos ao redor do mundo e ao longo da história.

Cordial abraço,"

-------------- Tempo! Ainda não recebi a próxima resposta.

Moral da história: DEIXEMOS REALMENTE DE SER OTARIOS! VAMOS PASSAR A FILTRAR O EVENTUAL LIXO ELETRÔNICO QUE RECEBEMOS ATRAVÉS DO INOCENTE E FAMOSO RECURSO "SÓMENTE REPASSANDO...".

MAIS AINDA,DEVEMOS EVITAR CEDER ESPAÇO EM NOSSAS REDES DE CONTATOS PARA MENSAGENS QUE TENHAM POR INTENÇÃO DIRETA OU INDIRETA A SUBVERSÃO DOS VALORES GENUINAMENTE DEMOCRÁTICOS DURAMENTE CONQUISTADOS PELO POVO BRASILEIRO AO LONGO DE ANOS.


Recomendo aos leitores do BLOG que NÃO REPASSEM E-MAILS “DE PROTESTO” SEM UMA ANÁLISE CRÍTICA PRÉVIA, pois em alguns casos (se não for na maioria deles) você estará apenas sendo usado para infiltrar conceitos "socialistas bolivarianos" em sua rede de contatos.

Lição: Compare o valor de uma MILITÂNCIA POLÍTICA AGUERRIDA versus os RISCOS MORTAIS de uma PASSIVIDADE bovina ou de um FISIOLOGISMO degradante. A participação na vida e na organização política de uma nação é OBRIGAÇÃO de todos, especialmente aqueles que lideram e influenciam porções expressivas da Sociedade.

Recomendação: Mantenha alerta! Não voto errado e não seja voto útil.

Lamento pelo mal causado por políticos do naipe do Governador Arruda que se servem da Maçonaria para ampliar seus votos, confudir e lesar o povo. São pseudo-maçons que devem ser purgados e esquecidos pela nossa Instituição, para sempre. O maçom, na sua participação na vida social, pública e privada, ao invés de fazer proselitismo da sua condição, deve, isto sim, dar exemplo e testemunho que suas ações, sua mente e seu coração é bem formado nas virtudes teologais e amadurecido nas cardeais.

Que a VIGILÂNCIA que possamos exercer sobre nós mesmos e sobre os nossos pares no sentido ajudar a construir uma sociedade formada em bases sadias e com esperanças em um futuro melhor seja pedra angular para o nosso APERFEIÇOAMENTO PESSOAL E COLETIVO.


Seus comentários serão bem-vindos.

Cordialmente,














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Chávez colocar exército nas ruas contra inflação é maluquice


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Chile

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domingo, 3 de agosto de 2008

DAI TEMPO AO TEMPO, SOBRETUDO AOS AMIGOS

“Chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer, tudo o que recebi de meu Pai” (João 15,15)

São palavras de Jesus dirigidas a seus companheiros e discípulos, porque quer ficar muito perto de seus amigos, que o acompanham há quase quatro anos. Sabe perfeitamente o que o espera muito em breve. Não atua com segredos, nem dúbias modéstias, diz-lhes diretamente quanto os ama.

Abre-se com a franqueza e honestidade de sua personalidade, diz-lhes que os ama, do seu carinho, tornando-se capaz de ir a extremos no amor “dando a vida por aqueles que ama”(João 15,3-15;13).

“Não fostes vós que me escolhestes, fui eu que vos escolhi” ( João 15,16). Toma a iniciativa.

Não havia interesses escusos ou escondidos, fossem quais fossem, houve sim uma ternura imensa. Pelos amigos e pela Obra a realizar. A escolha não nasceu da qualidade dos discípulos, mas apenas de uma preferência cheia de carinho.

“Permanecei no meu amor, guardai os meus mandamentos, pedi ao Pai o que quiserdes e daí fruto, um fruto que permaneça” ( João 15,9-10 e 16), diz-lhes com convicção. Então só vos peço uma coisa “que vos ameis uns aos outros" (João 15,17).

Amar todos os outros, sem distinção é o preço único a pagar por aqueles que encontram em ideais transcendentes, valiosos, eternos, puros de verdade e convicção, expressos tão exemplarmente por Jesus, o sentido para o seu amor.

Este capítulo 15 de João, entre os versículos 9 e 17, é um verdadeiro hino à amizade, modelo para um amor gratuito, generoso, universal.

“Ninguém é uma ilha” na expressão de Thomas Merton. Refere que o ser humano é “ser em relação” e só é feliz se encontra nos outros, se se encontra nos outros, o sentido da própria vida.

Ser com os outros, viver em solidariedade, construindo, comungando, são desafios maravilhosos que apenas são possíveis na construção da amizade verdadeira.

A amizade não pode ser simples conhecimento, interesse, cálculo, convivência, oportunismo, uso e abuso de boa vontade superficial, conversa fiada.

Também não é o acaso, curiosidade, rotina, relação social, hábeis tecnologias de boa comunicação ou manipulação.

Torna-se urgente, imprescindível, redescobrir a amizade, como encontro profundo que permite a partilha de sonhos, da autenticidade, o jogo dos afetos, a capacidade de sacrifício, a compreensão e aceitação da dor, como redenção à realização de um rumo ou do sonho, “...quem quiser passar o Bojador, tem que passar além da dor ... Fernando Pessoa”, a alegria no dom.

Não à toa, mas com tremenda razão e profundidade se dizia no adágio popular que “quem descobriu um amigo, descobriu um tesouro”.

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (João 13,34)

Mas a amizade é diferente do amor universal, é um privilégio enorme que se recebe porque se aprendeu a estar disponível. A estar juntos nos desafios e na identificação.

As vozes dos poetas são elucidativas.

“Amigos cento e dez ou talvez mais eu já contei. Vaidades que eu sentia” ... é a expressão de Camilo Castelo Branco, para dizer que amigos verdadeiros são muito poucos. Tão poucos!

Por isso é preciso dar-lhes tempo, para que a amizade cresça e se solidifique, sempre mais bela, mais comprometida.

Não é possível viver ideais transcendentes, éticos, pretensões de uma cultura de fraternidade, sem dar tempo aos amigos verdadeiros, os amigos únicos, que nos aproximam da verdade incomensurável de nossa fé.


Ir. Erasmo Figueira Chaves, M.I.

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Maná da 2a. - Investindo na Capacitação de Outros

Minha esposa Louise e eu estivemos fora da cidade por alguns dias. Ao retornar à nossa Cafeteria e notei uma banqueta de bar no quarto dos fundos. Tinha sido colocada lá por causa de alguns parafusos frouxos. Peguei uma chave de fenda, apertei os parafusos e coloquei-a de volta ao balcão, deixando-a outra vez disponível para nossos clientes. Foi quando me ocorreu que qualquer um de nossos 15 empregados teria sido capaz de apertar esses parafusos e consertar a banqueta. Mas, em vez de esperar que um deles tomasse essa iniciativa, entrei em ação.

Quando contei esse episódio para outros proprietários de pequenos negócios, concordaram que esse tipo de problema é comum. Nos tornamos tão acostumados a resolver problemas, que inadvertidamente habituamos nosso pessoal a esperar que abordemos seus problemas, não importa o quão pequenos possam ser.

Me dei conta de que, não permitindo ou não insistindo que outros solucionem os problemas quando eles ocorrem, crio muito mais trabalho para mim e, ao mesmo tempo, impeço o crescimento do negócio e dos funcionários. Talvez por isso muitas empresas exigem que uma nova pessoa assuma a liderança, para que o negócio cresça e atinja nível mais elevado. O empresário fundador simplesmente não está disposto – ou não está capacitado – a delegar responsabilidades de modo apropriado. Creio ter aprendido a lição, mas a verdade é que fazer as coisas eu mesmo já faz parte da minha estrutura. “Capacitar” outras pessoas não é algo fácil para mim.

Parece que, em se tratando de negócios, há basicamente dois tipos de pessoas: (1) o tipo corporativo, que pode dizer com facilidade: “Este não é meu trabalho” e, (2) o tipo empresarial, como eu, que pensa que tudo é trabalho dele. Pela minha experiência parece difícil encontrar um terreno intermediário.

A capacitação de outros – delegação de autoridade e responsabilidade – é tema recorrente na Bíblia. No livro de Gênesis, Deus levou Noé a construir uma arca para se tornar um santuário para sua família e os animais que seriam preservados do dilúvio (Gênesis 6:9-22). Antes disso, lemos sobre a criação do mundo por Deus. Portanto, teria seria bem fácil para Deus construir a arca Ele mesmo. Ao invés disso, Ele atribuiu essa tarefa a Noé. Na libertação dos israelitas da tirania do Egito, Deus guiou Moisés para ser Seu mensageiro e guiasse o povo à Terra Prometida. Depois de permitir que Moisés avistasse a Terra Prometida do alto do monte Nebo, Deus delegou essa responsabilidade para Josué, assistente de Moisés.

O maior exemplo de líder delegando autoridade é encontrado depois da ressurreição de Jesus e Seu aparecimento aos Seus seguidores. Pouco antes de Sua ascensão, Ele lhes disse: “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, ensinando-os a obedecer a tudo o que Eu lhes ordenei” (Mateus 28.18-20).

Se o Deus Todo-Poderoso acha apropriado delegar parte do Seu trabalho a outros, não deveríamos fazer o mesmo?

Próxima semana tem mais!

Texto de autoria de Jim Mathis, diretor executivo do CBMC em Kansas, Missouri e que, em conjunto com a esposa Louise, dirige uma Cafeteria. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação J. Sergio Fortes (fortes@cbmc.org.br).

MANÁ DA SEGUNDA® é uma edição semanal do CBMC INTERNATIONAL, uma organização de âmbito mundial, não-denominacional, fundada em 1930, com o propósito de compartilhar Jesus Cristo com a comunidade profissional e empresarial.

© TODOS OS DIREITOS RESERVADOS PARA CBMC BRASIL , CP. 1515, Barueri, SP, 06493-970. E-mail: liong@cbmc.org.br -A distribuição em sua íntegra é desejável, mas a reprodução parcial ou integral requer prévia autorização. Disponível também em alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e japonês.
Questões Para Reflexão/Discussão

1. Em que tipo de empresário você se enquadra: o tipo corporativo, que diz “Isto não é meu trabalho”, ou o tipo empresarial disposto a fazer o trabalho dos outros?

2. Por que é tão difícil delegar responsabilidade e autoridade para outras pessoas? Você se lembra da vez em que alguém relutou em confiar-lhe uma responsabilidade que você sentia ter conquistado? Como você se sentiu?

3. Que acha dos exemplos citados da Bíblia, em que Deus delegou autoridade e responsabilidade para outras pessoas? Como compararia isso com as circunstâncias do seu cotidiano?

4. Você se lembra de situações em que deixou de delegar a outros um trabalho, de que eram perfeitamente capazes de realizar? Como você poderia ter evitado isso?

Se desejar analisar outras passagens sobre esse assunto, consulte: II Reis 2.1-22; Mateus 10.1-16; Colossenses 4.7-9; I Tessalonicenses 3.1-5.

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O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

Matéria apresentada pelo Ir. Arthur Aveline - MM
ARLS Dos Obreiros da Arte Real nº 154
Porto Alegre - RS
GLMERGS


O progresso da Humanidade tem seu início na aplicação das leis de justiça, de amor e de caridade. Princípios sempre defendidos por nossa Sublime Instituição que, justamente por isso, é considerada progressista. Aonde não há Justiça e amor vigora a barbárie e a violência. A Justiça nada mais é do que o respeito ao direito de cada um. É a base para a convivência em sociedade, por conseqüência, mola mestra do desenvolvimento. O amor, por sua vez, substituiu o personalismo. É o triunfo sobre o ego, já que o amor, por definição, é incondicional e não exige retorno.

O amor, juntamente com a Justiça, é outra conquista importante do homem no interminável processo de evolução. O amor é elemento fundamental — um verdadeiro alicerce — na formação de uma personalidade sadia; gera e incentiva um comportamento equilibrado. Uma criança amada é mais confiante em si mesma, tem mais auto-estima, por isso desenvolve seu potencial de forma mais uniforme e rápida, transmitindo aos seus semelhantes o amor recebido.

Amar é ser consciencioso e fazer aos outros apenas o que deseja para si. Amar é compreender as fraquezas e defeitos do outro, é relevar seus erros e saber perdoar. Quem cresce sem amor fatalmente será um adulto seco e desprovido de compaixão, com um senso de justiça deturpado e deficiente.

A caridade é o terceiro ponto desse alicerce, estendido para outras fronteiras além do círculo familiar e fraternal do Homem e do Maçom. Para se viver a caridade precisa-se desenvolver virtudes.

E o que é virtude? Nosso rituais definem muito precisa e apropriadamente o que vem a ser virtude: "é uma disposição da alma que nos induz à prática do bem".

Construir Templos à virtude é cultivar a permanente disposição para querer o bem, é ter a coragem de assumir valores e enfrentar os obstáculos que dificultarão a subida, rumo ao conhecimento.

Logo, para vivenciar a justiça, o amor e a caridade é necessário antes de tudo ser virtuoso.

Platão, no século V a.c., já mostrava a virtude como esforço de purificação das paixões. Dizia que o compromisso do homem virtuoso está vinculado à razão que determina o exercício prático, o domínio do corpo.

Para Aristóteles, a virtude é a eqüidistância entre dois vícios: um por excesso, outro por falta. Ele nos alerta sobre a necessidade de sermos prudentes e buscarmos o justo meio, sem o excesso e sem a falta.

Só conseguiremos o justo meio a partir da reflexão sobre as duas partes, utilizando a razão, a justiça e o amor pra não haver enganos, a partir do auto-conhecimento, que nos proporcionará a consciência da nossa realidade atual, e assim, saindo das sombras da ignorância, poderemos atingir elevados patamares, desenvolvendo valores conquistados.

Esses valores e virtudes, indispensáveis no Maçom, são conquistados através da vontade, imbuída de razão. Se temos direitos, temos também deveres, e não somente para com os nossos IIr.:, para com nossos familiares, para com a sociedade, mas principalmente para com nós mesmos, para com o nosso trabalho interior, para o desbaste de nossa Pedra Bruta. A síntese desses deveres está em cumprir com nossa obrigação, para conosco e para com nossos Irmãos. Não podemos somente ser Luz no caminho alheio, temos que, antes de nada, ser Luz no nosso próprio caminho.

Muitas vezes esquecemos de olhar para nós mesmos, em se tratando de mudanças e transformações. Exigimos que os outros mudem, sem no entanto, fazer nada para sair de onde estamos. Não deve haver lugar em nossos Templos para a hipocrisia, para a luta pelo poder, para a vaidade.

E a virtude onde fica? E a Fraternidade, o objetivo de servir, de ser caridoso? Será que esse nunca foi o objetivo? Teria sido apenas uma Luz que se apagou? Onde estão nossos valores, sempre ensinados mas nem sempre empregados?

Na verdadeira Maçonaria não deve haver espaço para brigas por cargos, para a disputa política. A verdadeira Maçonaria é aquela em que vivenciamos o Amor, a Fraternidade, a Verdade, o Dever e o Direito. A verdadeira Maçonaria é aquela que nos proporciona o prazer indescritível de abraçar um Irmão; é aquela que faz com que a convivência fraternal seja um prazer e não uma obrigação semanal.

Precisamos reavaliar nossas atitudes, nossos comportamentos e valores. Estamos realizando o trabalho que chamamos maçônico com respeito e humildade ou com arrogância e orgulho? Estamos realmente cumprindo o que juramos, de forma livre, quando conhecemos a V.: L.:? Estamos realmente cavando masmorras ao vício e levantando Templos à virtude?

Nossa Ordem precisa sair do imobilismo que se encontra. Precisamos, com união e respeito, debater mais nossos problemas em Loja; precisamos aprender a criticar e, principalmente, aprender a ouvir críticas; precisamos, acima de tudo, ser mais tolerantes com os outros e menos tolerantes com nós mesmos; precisamos desbastar nossa Pedra, não a do nosso Irmão.

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domingo, 20 de abril de 2008

O perfil e o segredo de um Venerável justo e perfeito

Matéria desenvolvida pelo Ir. Valdemar Sansão
Anualmente é eleito pelos seus pares um novo Venerável Mestre que, entusiasmado pelo cargo, com as mãos cheias de enorme responsabilidade, faz a programação, nem sempre cumprida com o êxito desejado.

Isso se justifica pela falta de responsabilidade, de coragem, pelo desânimo, negligência, indiferença ou ausências às Sessões; pela inadimplência, ou seja, descumprimento de compromissos com a Tesouraria, pela falta de apoio, comprometimento, incompreensão e negação da devida atenção de alguns Irmãos.

Formalmente falando, buscamos para V.'.M.'. um homem sensato, de conduta ilibada, com as qualificações para ensinar e aprender a se desencumbir muito bem de sua função. É preciso iniciar a jornada pela base, pelo estudo, de modo a não nos faltar a paz, o equilíbrio e a tolerância para discernir quem será o melhor Candidato.

Alguém pode ser brilhante orador, professor, empresário, médico, juiz ou advogado, mas nem sempre pode ser qualificado para "guia dos Irmãos” de uma Loja Maçônica. Ter nome famoso, riqueza e posição social, dispor de força ou autoridade, não são qualificações para tal fim.
Devemos ter certeza que ele possui conhecimentos maçônicos, compreensão e prática da fé raciocinada que deverá nos transmitir para facilitar a jornada evolutiva de todo o quadro de obreiros da Loja.
A vaidade pode conduzir um homem a considerar-se poderoso e infalível, porém, os mais avisados sabem que na Maçonaria não existem "poderosos e infalíveis" e, sendo uma fraternidade, não há outra Instituição onde melhor se aplique o lema: “liberdade, igualdade, fraternidade”.

Um dos problemas internos das Lojas é que muitos Irmãos mais presunçosos e despreparados, depois de serem exaltados, deixam de estudar, achando que atingiram a “Plenitude Maçônica”.

Esses são os primeiros a cabalar com o objetivo de serem indicados candidatos ao cargo de V.'.M.'., tendo sucesso em Lojas que, sem critérios ou cuidados, promovem sua eleição, propiciando o desrespeito às tradições da Ordem por pura omissão, conivência ou até covardia.

Outras vezes Irmãos, por melindres, intrigas, ou apenas pela facilidade de magoar-se; pela satisfação de vaidades pessoais ou birra, trazem candidatos para o "trono de Salomão", tão somente voltados para seus relacionamentos. Pior ainda é que, eleitos e empossados, eles banalizam a ritualística, acham que mudar e inventar futilidades (abobrinhas) é sinônimo de modernização e inovação.

A Maçonaria, principalmente a anglo-saxônica, mostra-se completamente avessa, a esse e a tantos outros desvios de conduta e de proceder antimaçônico. Ameaçam, rugem, mais felizmente não mordem. Mesmo assim, depois vem o lamento pela má escolha, mas deles também é a responsabilidade da colheita daquilo que plantaram.

O que devemos fazer para ajudar a impedir o sucesso desses insensatos que faltam à fé jurada? É necessário que meditem sobre disciplina que envolve o estudo, a reflexão em torno dos princípios maçônicos, e o empenho responsável de renovação do verdadeiro maçom.

Ouvindo “o programa administrativo ou de trabalho” (plataforma dos candidatos); vendo o modo como se comportaram nos cargos exercidos nos últimos anos; se aprenderam a melhor lidar com o diferente, considerando acima de tudo seu carisma, ou seja, suas qualidades especiais de liderança, derivadas de individualidade excepcional, somando o conjunto dessas e outras qualidades, podem avaliar e melhor determinar se o candidato está apto para assumir esse desafio.

É imprescindível considerar entre seus procedimentos, o conhecimento doutrinário; se chefia sua família de maneira ajustada; se sua condição financeira é digna, estável, etc. Quanto mais claramente conseguirmos ver as qualidades do candidato, mais valioso ele se torna para nós.

Uma escolha apressada de alguém desqualificado poderá trazer resultados muitas vezes desastrosos. Não bastam anos de frequência às reuniões ou a leitura de alguns livros maçônicos, para dominar-se o conhecimento exigido.

Para pleitear o honroso cargo, é preciso estudar – única forma de alcançar o aprendizado - porque aprender é, evidentemente, um ato de humildade. Mas para adquirir sabedoria, é preciso observar. Só assim conseguiremos, ao invés de colocar o homem no centro de tudo, descobrir o tudo que está no centro do homem.

O candidato quando bem selecionado, pode desempenhar essa missão gloriosa, conduzindo-a com mãos suficientemente fortes para afagar e aplaudir; sabedoria para ensinar e modéstia para aprender, e por este conhecimento, fazer-se paciente, puro, pacífico e justo; adquirindo a aptdão de reconhecer o seu limitado poder e abundantes erros; sua capacidade e suas falhas; seus direitos e deveres; dispor de força para, ciente de tudo isso, se livrar das paixões humanas e assim adquirir a antevisão e o equilíbrio necessários para se desencumbir muito bem dos obstáculos em seu Veneralato, levando Paz, Amor Fraternal e Progresso à sua Loja.

O V.'. M.'. escolhido tem que ser um lider agregador que entusiasma seus Irmãos pelo devotamento e abnegação à Maçonaria. Os grandes Mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita benevolência. Trata os Ilr.'. da forma como deseja ser tratado e ajuda-os a se tornarem o que são capazes de ser: filhos amados do Criador do Universo, portanto IRMÃOS.

Agradece os Ilr.'. pela oportunidade de evoluir junto a todos; procura respostas dentro de si mesmo; refaz suas crenças, redime equívocos e culpas; regenera erros e falhas, distribui perdão; espalha as sementes da harmonia, da concórdia e da felicidade que contaminam a Loja, que é a soma de valores do conjunto dos Irmãos do quadro, o sinal que marca a direção do aperfeiçoamento; valoriza tudo de bom e o melhor que existe em cada Obreiro. Ama todos os sonhos que calam os corações de Irmãos constrangidos, humildes, que sentem e não falam.

Na sua função, todas as realizações, todos os sucessos ou insucessos serão frutos da sementeira já plantada ou das circunstâncias forjadas por seu próprio comportamento.

Mas seria cômodo transferir tudo que o desagradou à ação de ex-Veneráveis e fugir de responsabilidades, quase sempre justificando seus erros com erros dos outro? Não, isso não seria conduta de um Maçom e muito menos do Venerável justo e perfeito.

Todo V.'. M.'.deseja o crescimento, o melhoramento, o progresso de sua Loja. Para tanto precisa ter projetos (planejamento, metas e meios), não só quanto à formação de sua administração (onde o que um não faz, o outro faz. Assim cada um tem seu papel útil a desempenhar); à previsão do trabalho e envolvimento de todos na ação filantrópica; a reunião dos mais íntimos com ele afinados, e que juntos possam formar um quadro coeso, de Irmãos compreensivos e amorosos que o ajudem a superar o peso das decisões que caiam sobre seus ombros. A eles poderá pedir conselhos, orientação e apoio, que, certamente, jamais lhes serão recusados.

Não deve se considerar com poderes absolutos e independentes, nem esquecer que seus poderes são claramente especificados e delimitados pelo Estatuto da Obediência e aos usos e costumes da Ordem. Ele não só está obrigado a se pautar por essas obrigações estatutárias, mas tem de respeitá-Ias, devido à sua condição especial de Venerável Mestre da Loja.

Precisa compreender que ao outro assiste o direito de ter opinião contrária à sua. Deve procurar criar uma empatia com o crítico, ver o assunto do ponto de vista dele, manifestando entender o seu sentimento. Sendo todos iguais, ninguém é mais forte ou mais fraco e deixa que perceba isso.
Assim ele compreenderá que o seu direito de opinar está sendo respeitado.

Quando um Irmão necessita falar ouve-o; quando acha que vai cair, ampara-o; quando pensa em desistir, estimula-o.

A bondade e a confiança de seus pares que o elevaram a essa posição de destaque, exige ser usada com sabedoria, aplicando-a no comprometimento da justiça, nunca na causa da opressão.
Administrará sua Loja com afeição, cortesia, boa vontade e amizade, nunca impondo o poder pelo argumento da força.

No desempenho de sua função terá sempre à vista que ninguém vence sozinho, mas jamais permanecerá na ofuscação das influências dos que o apoiaram ou se deixará dominar por qualquer tentativa de predominância.
Ele como V.’.M.’. é responsável por tudo o que acontecer de certo ou de errado em sua Loja. Por mais que se queixe da “herança perversa recebida” de seu antecessor; de Iniciações de candidatos mal selecionados, fardos que agora estão sobre sua carga; de Irmãos que faltam ao sigilo, à disciplina; da desorganização da Secretaria e da Tesouraria da Loja, que motivam contrariedades, causam prejuízos de ordem moral e monetária de difícil reajustamento. Deve verificar antes o que ele tem feito para modificar, agilizar e melhorar esse quadro.

A condução de uma Loja dá trabalho, requer paciência, é como se fossemos tecer uma colcha de retalhos, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. Deve ser feita com destreza, dedicação, vontade e habilidade.

Forçado é perceber que possuímos em nossos Irmãos os reflexos de nós mesmos. Cabe-nos, por isso mesmo tentar compreendê-los, pela própria consciência, para poder extirpar espinhos, separar as coisas daninhas, ruins, que surgem entre as boas que semeamos no solo bendito do tempo e da vida que se não forem bem cuidadas serão corrompidas.

A todos fala, mas poucos o ouvem. A todos ensina, mas poucos o compreendem. A todos chama, esperando que alguém o ajude, mas poucos o atendem. Contudo sabe que não está só, que há muitos Irmãos (a maioria) compartilhando seu amor para acontecer a Fraternidade Universal.

Quando o V.'. M.'. lança a semente da união, chame-o fraternidade.

Quando nos convida a analisar nossos feitos para reconhecer erros cometidos, chame-o consciência.

Quando aos defeitos alheios pede paciência, chame-o indulgência.

Quando floresce um sentimento puro de amizade aos olhos de todos, chame-o amor.

Quando aos nossos erros, incompreensões, medos, desânimos, perdoa de boa vontade, chame-o bondade.

Quando a cada um deixa que receba segundo os seus atos, chame-os justiça.

Quando nos lábios de um Irmão aparecer um sorriso, e mais outro, sorri junto, mesmo de coisas pequenas para provar ao mundo que quer oferecer o melhor, chame-o felicidade.

Quando valoriza a ritualística, o simbolismo, utilizando as Sessões Ordinárias como uma forma objetiva de instruir o Irmão, incentivando o estudo e a discussão de tudo que seja relevante para a Ordem em particular e para a sociedade em geral, chame-o instrutor.

Quando estimula os Irmãos a apresentarem trabalhos de conteúdo, elaborados por eles, e reprova simplesmente cópias retiradas de livros, revistas ou Internet, e o que é ainda mais inconveniente, insensato e desastroso, o recurso do plágio, ou seja, a cópia ou imitação do trabalho alheio, sem menção do legitimo autor, aí sim, pode chamá-lo Mestre.

Mestre sim, porque, sempre independente, nunca perde a alegria, nunca se acomoda e, como fiel condutor que representa o grupo, que ocupa a primeira posição de comando, isto é, comanda (manda com) seus liderados em qualquer linha de idéia, chame-o lider.

Quando ao sair das reuniões cada um de nós se sinta fortalecido na prática da Arte Real, do bem e do amor ao próximo, pode chamar o local de Loja Maçônica Regular, Justa e Perfeita.

Acabando a tristeza e a preocupação, surge então a força, a esperança, a alegria, a confiança, a coragem, o equilíbrio, a responsabilidade, a tolerância, o bom humor, de modo que a veemência e a determinação se tornam contagiantes, mas não esquecendo o perigo que representa a falta do entusiasmo que também contagia.

E, finalmente, ao se aproximar o término de seu Veneralato, faz uma reflexão sobre quais foram as atitudes reais de benemerência que vem tomando? (aqui nos referimos a auxílio financeiro a alguma Instituição filantrópica), falamos principalmente do "ombro amigo" na hora necessária, ou o empréstimo de seu ouvido para que as queixas fossem depositadas?

Esta não é a enumeração de todas as qualidades que distinguem o Venerável Mestre ideal, mas todo aquele que se esforce em possuí-las, está no caminho que conduz a todas as outras.

Agradeça caríssimo Irmão, toda a coragem nos momentos de tensão, o socorro da luz nos momentos de desânimo que sempre pode contar com verdadeiros Irmãos em seu Veneralato.

Nunca deixe de agradecer por ter sido a ferramenta, o instrumento de trabalho criado por Deus, usado como símbolo da moralidade, para trazer luz, calor, paz, sabedoria, beleza para muitos corações e amor sem medida no caminho de tantos Irmãos como sem medida foi por eles amado.

Encerrando o seu mandato, que consiga afirmar a todos os obreiros de sua Loja: "não sinto que caminhei só. Obrigado por estarem comigo. Obrigado por me demonstrarem quanto bem me querem. Eu também os quero bem.
Gostaria de continuar, mas é tempo de "passar o malhete" e dizer: MISSÃO CUMPRIDA!"

Em nossas reflexões, que o amor desperte em nossos corações e juntos, com os olhos voltados para frente, consigamos tenacidade para construir o presente e audácia para arquitetar o futuro, por isso, NUNCA DEIXAREMOS NOSSO VENERÁVEL LUTAR E CAMINHAR SÓ!

Se todos nós desejamos ser felizes, devemos ter sempre em mente o provérbio, que diz: "Ao se dividir o amor, multiplica-se a felicidade”.

A fim de vermos no Venerável Mestre de nossa Loja e em cada criatura, um Irmão a quem devemos dar as mãos para a renovação da confiança no Grande Arquiteto do Universo.

Agora você entende o perfil e o segredo de um Venerável justo e perfeito?

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sábado, 19 de abril de 2008

Vivendo em uma cultura de isolamento

Kleber, Roberto e Geraldo compartilhando de momentos de confraternização e amizade - 23/03/2008
Os homens são notórios por terem conhecidos, parceiros de equipe, sócios em negócios, clientes, parceiros de golfe, colegas de futebol e companheiros de pescaria - todos relacionamentos que vão tão fundo quanto a fina camada de gelo que permanece acima da camada de água em um açude congelado durante o rigoroso inverno do hemisfério do norte.
Em nosso país, assim como em muitos outros, os homens são criados de modo a cultivarem uma cultura que os tornam e os mantém solitários e sem amizades aprofundadas, até mesmo se isto significar um isolamento quase que total das outras pessoas.

Em boa parcela, esta cultura deve-se a uma série de fatores que dificultam os homens a fazerem e manterem relacionamentos com outros homens. incluindo o fato que os mais jovens são encorajados a suprimir as suas emoções, a serem competitivos, a manter suas necessidades pessoais e aspirações bem dentro de si mesmos e a procurar desempenhar modelos de papeis que são independentes e impessoais.

De fato, muitos homens consideram ser normal o isolamento social ao ponto de, quando submetidos a uma pesquisa se possuem amigos próximos, muitos deles ficam perplexos com a questão e a resposta é: Não, por que? Eu deveria?

No livro Homens: Um livro para Mulheres, James Wagenvoord escreveu um credo para "homens de verdade", claro que da boca para fora, baseado no modo e nos insights de como eles (nós) são (somos) trazidos para este tipo de cultura.

A medida que você estiver lendo o tal credo, transcrito logo abaixo, pense acerca de como cada uma destas atitudes trabalha contra a formação de relacionamentos intimos:

- Êle (eu) não chorará
- Êle (eu) não demonstrará fraqueza
- Êle (eu) não necessitará de afeição ou de gentilezas ou de calorosidade
- Êle (eu) confortará, mas não deseja ser confortado
- Êle (eu) será solicitado, mas não solicitará
- Êle (eu) será tocará, mas não será tocado
- Êle (eu) será aço, não carne
- Êle (eu) será inviolável na sua masculinidade
e Êle (eu) permanecerá sózinho.
Como se pode perceber, tal forma de pensar é uma formula para um verdadeiro desastre relacional. Alimentado por este tipo de condicionamento social e o incremento da falta de raizes da nossa sociedade, pode-se dizer que a solidão está se tornando uma doença nacional.

Não surpreendentemente, existe um custo (ás vezes extremamente alto) para tudo isto. O Dr. James Lynch, em O Coração Partido, cita estatisticas mostrando que adultos sem relacionamentos profundos tem uma taxa de morte duas vezes mais alta que aqueles que apreciam interações regulares de cuidado com outros.

Ironicamente, vivemos em uma cultura na qual muitas pessoas escrupulosamente monitoram a sua ingestão de colesterol e consumo de calorias, mas ao mesmo tempo sem qualquer consideração ignoram a sua vida relacional, que, segundo cientistas, tem mais impacto na sua saúde física que obesidade, fumo, pressão sanguínea alta e falta de exercício.

Neste contexto, uma pergunta importante surge em nossa mente:

Sendo a Maçonaria uma entidade que possui e promove uma intensa interação entre os seus membros, ou seja, de caráter eminentemente relacional será que os Maçons, então, sabem ou aprendem a lidar melhor com estas questões e estão livres deste mal: a solidão?

Os relacionamentos desenvolvidos em nossas Loja são realmente fonte e instrumento para a "cura" das nossas falhas culturais no campo do relacionamento com outras pessoas, proporcionando a formação de amizades dinâmicas, consistentes, afetuosas e, principalmente, fraternas e duradouras?
Lamentavelmente, creio que o desenvolvimento e florescimento de relacionamentos deste tipo no seio das Lojas está muito aquém do desejado pelas verdadeiras e genuinas lideranças maçônicas.

Por este motivo, pode-se observar um crescimento muito lento das Lojas, principalmente pelo fato de os relacionamentos acabam prejudicados pela surgimento de disputas menores - na maioria das vezes por cargos e por vaidades pessoais.

Muitos dizem que é preferivel ganhar-se em qualidade do que em quantidade. Esta frase acaba sendo uma grande e boa desculpa para "eliminar-se" aqueles que de uma forma ou outra podem vir a "produzir sombras" e atrapalhar os planos individualistas daqueles que não absorveram um dos pontos mais centrais da doutrina maçônica, resumidos pela trilogia Amor Fraternal, Alívio e Verdade!

Poucas lideranças maçônicas se dão ao trabalho de raciocinar, de modo a desenvolver estratégias que permitam combinar, de modo harmonioso, a qualidade do homem que é escolhido para ingressar na Maçonaria sem contudo, de modo pré-concebido e tendencioso, ter como premissa que limitar a quantidade é um dos fatores de sucesso para a estabilidade da sua Loja.

Como as Lojas poderão alcançar a necessária maturidade para saber avaliar os riscos e as recompensas de uma comunidade mais numerosa?

Este e outros temas serão abordados no Blog do Salmo133 em outras publicações que estou preparando. Convido a você, que nos prestigia com a leitura deste material de estudos, para nos incentivar com os seus comentários e, quem sabe, com outras materias ampliando este e outros temas de interesse maçônico.

Como nos ensina o Livro das Sagradas Escrituras, manter a convivência e o relacionamento sadio entre amigos que se reconhecem como irmãos é uma prática abençoada pelo G.A.D.U ...

"Oh Quão bom e quão suave é habitarem em união os irmãos!"
Salmo 133:1

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