PEDRA BRUTA

Blog do site SALMO133 - Pesquisas e Estudos Maçônicos

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A Broken Wall Street

A mensagem "Uma Wall Street Quebrada" (vídeo abaixo) foi apresentada no sábado passado, dia 6 de Fevereiro, e faz parte de uma série de cinco estudos sôbre aspectos importantes da vida e da cultura americana que estão sob forte pressão nos tempos atuais.

Convido-o, você prezado visitante do BLOG PEDRA BRUTA, à assistir a série completa (que em breve estará em um link facilitador do acesso).

O Dr. Ed Yong é o pastor líder da 2a. Igreja Batista em Houston, Texas.






Para visulaizar outros vídeos, clique no link abaixo:

A Broken Wall Street

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

U R B I E T O R B I




















Eis o nome que se quis dar à nossa querida novel Loja simbólica, na qual destacados maçons convictos e dedicados, ao fundá-la, querem significar sua pessoal identificação e perfeita consciência dos tremendos desafios e apelos que em nossa época pululam em profusão imediata e incontrolável, ao nosso redor, em nossa cidade, em nosso país e no mundo inteiro. São os mesmos apelos manifestos através dos tempos na cidade, no campo e no tempo Universal sem fronteiras, na ansiedade e expressão evolutiva e construtiva de Alma, Corpo e Mente em equilíbrio harmônico potencialmente perfeito.

A Cidade e o Mundo, “Urbi et Orbi” na dimensão e percepção generosa do espírito, do atento, favorecido intelecto, a escrutar, perscrutar, em silente consciência e meditação sobre os problemas candentes, vitais e urgentes que têm acompanhado a história do homem e da humanidade desde os primórdios da civilização, fatos históricos iniludíveis, repetitivos, resquícios nefastos que ainda permanecem atávicos à realidade humana em todo o lugar, ecos do canto dolente do velho carro de bois na era da Internet, do foguete e da velocidade comunicativa que entretanto, rara e surpreendentemente comunica devidamente conteúdo transcendente e edificante algum, digno de real apreço, admiração e correspondente respeito, fatores que nem sempre têm recebido da sociedade organizada e responsável a prioridade, a consideração exigida pela consciência moral, ética, religiosa, objetiva, dita civilizada, culta ou esclarecida, que pretende transformar apenas epidermicamente cruas, irresponsáveis e pérfidas inconsciências. Crescem na realidade as inconsciências e as inconsistências, mermam as consciências e as coerências. Na realidade, tem-se praticado sempre, e pratica-se em geral, um tal comportamento ufanista, impregnado de pretensa “vantagem” a qualquer custo, do que é ou parece prático, não necessariamente lícito, mas egocentricamente útil e bom, de um sôfrego imediatismo, de uma maneira direta de proceder, sem necessária ponderação, medições ou rodeios. Ensoberbece-se o espírito com as maravilhosas conquistas científicas, tecnológicas, em todas as áreas do conhecimento humano, mas toma-se limitado tempo à edificação do espírito e do pensamento, decide-se com facilidade, e como se decide . . ., em completa independência, com rapidez em dimensão eletrônica, assumem-se posições, às vezes as mais radicais, opta-se fácil, simplória e impulsivamente por assumir partido, a favor ou contra isto ou aquilo, em aparente domínio de estranha e exagerada soberba e pretensa “sabedoria” ou negativamente assume-se posição cômoda e “prudente” em cima do muro, em assoberbadas e equivocadas decisões e prioridades, que afastam a humanidade e o indivíduo do diálogo leal ideal confiável, de apurada consciência e coerência para explicar-se a si mesmos devidamente, individual e coletivamente, o fenômeno natural ou sobrenatural quanto sociológico da vida, da nossa indiscutível origem e animalidade, da natureza dadivosa e bela, da vida animal e da humana em particular, tão rápida e curta, e apesar de tanta e esbanjada sabedoria ou conhecimento, ainda uma incógnita, sua adequada e responsável vivência, seu papel no limitado e certo compasso pendular do relógio biológico e a sua pretensa inevitável e ansiada transcendência. Quando e como ter e dar respostas inteligentes, adequadas, oportunas, conscientes num mundo que se tornou pequeno, ao mesmo tempo lento para o óbvio progresso do espírito do bem e da bondade e, rápido demais para o nefasto, por mais que achemos maravilhoso o fenômeno globalizante das comunicações tecnologicamente perfeitas mas mal administradas, em sua maioria carentes de espírito, de conteúdo dignificante, edificante. É o que advertimos no espírito inquiridor do prefeito da cidade de Jerusalém que indaga argutamente angustiado e atônito: “...esperamos demais para fazer o que é preciso ser feito, num mundo que só nos dá um dia de cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã. Enquanto lamentamos que a vida é curta, agimos como se tivesse-mos à nossa disposição um estoque inesgotável de tempo.". . .

A globalização e liberalização, como motores do crescimento econômico e o desenvolvimento dos países, não reduziram as desigualdades e a pobreza nas últimas décadas, segundo livro divulgado neste sábado pela ONU (Organização das Nações Unidas).

A publicação, que leva o título "Flat World, Big Gaps" (Um Mundo Plano, Grandes Disparidades, em tradução livre), foi editado por Jomo Sundaram, secretário-geral adjunto da ONU para o Desenvolvimento Econômico, e Jacques Baudot, economista especializado em temas de globalização.

E a ciência jactanciosa, pela boca de alguns cientistas como Brian Greene, sentem-se satisfeitos em afirmar que “ Deus Não existe”, porque não podem prová-lo científicamente, embora sua “Teoria das Cordas” que busca unificar as fôrças da natureza, tema em que também se envolveu Einstein, após quase 50 anos de exaustivas e mirabolantes pesquisas, que consomem gigantescas somas de dinheiro, não passa todavia de mera crença e teoria, contestada contudo por outros colegas notáveis cientistas. O homem foge da religião e cria outras tantas religiões num mundo mágico onde tudo é permitido . O problema, segundo outro grande cientista que “não crê” na badalada “Teoria das Cordas” é que “é uma perda de tempo enorme” e segundo afirma em seu livro “Not even Wrong” = “Nem errado é” e de tão ruim jamais poderá ser testada na prática. “ As cordas descolaram do mundo real”. Ou seja estamos neste caso no mundo da metafísica ou da religião, afinal negada por cientistas apressados.

São ansiedades constatadas, perscrutadas aqui e ali, isolada ou coletivamente, apenas dos fenômenos globalizados, sentidos no imediatismo da Urbe, incongruências, crenças e descrenças em nossa cidade e na Órbita de um mundo global que afinal se move, sem sabermos exatamente para onde ou si se move apenas mecanicamente ou por inércia, deixando ainda atônitos os conspícuos e sérios pesquisadores, cultores de intelecto, de ciência e das coisas da matéria e do espírito transcendente, como aconteceu ao grande gênio Galilleu, no século XVI , fatores reais de vivência constatáveis em pleno século XXI, que nos obrigam em alguns casos claramente identificáveis ainda a permanecer na indecisão e impossibilidade de confessar verdades descobertas, convicções candentes da alma, do espírito, da mente ou do intelecto, cuidados rigorosos ao definir VERDADES ou a argutamente ignorá-las por prudência, à espera, à espera, à espera constante e indeterminada do tempo apropriado, em forçada obediência a nefastos e alheios interesses esdrúxulos, escusos, velados, ignorantes, incultos ou inconfessáveis. Soam terrivelmente a meus ouvidos as palavras de Stephen Hawking , o gênio inglês da física e da astrofísica, quando pergunta: “sobreviveremos?” “Como poderá sobreviver a raça humana por mais cem anos, diante de problemas tão sérios como a guerra, o terrorismo, a violência, a corrupção, a poluição, o efeito estufa e outras ameaças, em um mundo que se transformou em verdadeiro caos político, social e ambiental ?” . . . Que diz a cidade e o mundo a tudo isto? Que teremos nós a dizer, cidadãos de uma impressionante metrópole, conspícuos maçons, conscientes intérpretes, cultores da mente e do espírito, tão preocupados e sensibilizados com ela e com o mundo em que milagrosamente ainda vivemos, que teremos nós a testemunhar por meio da nossa já tão aprofundada e acarinhada fé no G:.A:.D:.U:. e, agora por meio da simbólica Loja “URBI ET ORBI” a que pertencemos, recente e auspiciosamente formada? Que temos a dizer sobre o recente e espantoso crime perpetrado pela irracionalidade animal de seres insensíveis, assassinos cruéis do indefeso menino João Hélio? Que cidade e que mundo podemos admitir, quando fabrica ou produz tal animalesca insensibilidade? Que diz o ateísmo científico a estas realidades? Os problemas e desafios são mais graves do que parecem. São muito mais graves e sérios ! . . . São na realidade Dantescos para os que verdadeiramente se atrevem a meditar e a dialogar com eles.

Em uma de suas profundas e independentes reflexões, John Gray, atual consagrado cientista , filósofo e pensador inglês, professor de “Pensamento Europeu” na London School of Economics, colunista do Jornal britânico The Guardian e autor de numerosos trabalhos e livros de premente atualidade, diz em “Cachorros de Palha”: “. . . é uma estranha fantasia supor que a ciência possa tornar racional um mundo irracional, quando o máximo que ela poderia um dia fazer seria dar uma nova aparência à loucura usual”...

. . . “As cidades por todo o planeta da órbita terrestre, são tão artificiais quanto colméias. A Internet é tão natural quanto uma teia de aranha. Nós próprios somos artifícios tecnologicamente inventados por antigas comunidades de bactérias como forma de sobrevivência genética, como escreveram Margulis e Sagan: somos uma parte numa intrincada rede que vem desde a tomada original da terra pelas bactérias. Nossos poderes e inteligência não pertencem especificamente a nós, mas a toda a vida.” . . . “Talvez o que distingue os humanos de outros animais é que os humanos aprenderam a se agarrar mais abjetamente à vida. Os gregos e os romanos preferiam a morte a uma vida sem valor. . . . Algumas verdades não podem ser ditas senão como ficção . . . Uma das poucas afirmações, feita por um escritor, poeta e pensador europeu, ( Fernando Pessoa) de que a morte dos humanos não é diferente da de outros animais, aparece sob a autoria do heterônimo Bernardo Soares:

“Se considero com atenção a vida que os homens vivem, nada encontro nela que a diferencie da vida que vivem os animais. Uns e outros são lançados inconscientemente através das coisas e do mundo; uns e outros se entretêm com intervalos; uns e outros percorrem diariamente o mesmo percurso orgânico; uns e outros não pensam para além do que pensam, nem vivem para além do que vivem. O gato espoja-se ao sol e dorme ali. O homem espoja-se à vida, com todas as suas complexidades, e dorme ali. Nem um nem outro se liberta da lei fatal de ser como é.” . . .

Pinçamos acima frases e pensamentos de gente objetiva, profunda, cientifica e intelectualmente dotada e embasada, a quem lhes resulta difícil admitir outra postura que não a de que o animal homem com sua racionalidade e “inteligência” é o único animal afinal que destrói a casa onde vive. É o aqui, o agora e a realidade, que o homem projeta através dos tempos. Parece não haver lugar para a transcendência nem qualquer oportunidade para dialogar com a dimensão e significado do G:.A:.D:.U:.

Nesse mundo irracional em que a guerra parece ser a mais legítima e constante vocação humana e, o instrumento mais “adequado” para “impor” a paz, desde os primórdios da civilização, mundo em que a ciência afinal não nos dá qualquer esperança a não ser a realidade concreta e fria da objetividade racionalista, resta-nos apenas a humildade da fé transformadora e formadora da consciência que cultivamos, comandada e exigida pelo G:.A:.D:.U:. quando proclama : “Haveis ouvido que foi dito, olho por olho e dente por dente, mas um novo mandamento vos dou, amai-vos uns aos outros” ! . . .

Somente quando a humanidade se conscientize da necessidade de “nascer de novo” poderá dar sentido, esperança e resposta às suas indagações sobre a realidade circundante e o futuro destino humano. Uma cultura científica apenas, não ensina ao homem o que deve fazer; não o ajuda a obter uma visão da vida como um todo. Diz-lhe apenas como é que ele pode TER número crescente de coisas, enquanto que o seu problema real, é um profundo senso da necessidade de SER alguma coisa. No mundo “democrático” dos nossos dias, não existe uma grande idéia, racional ou religiosa, à qual se presta fidelidade comum e que, por seu caráter luminoso, esclareça a significação da vida e proveja a força para palmilhar trilhas da mesma. Fora as histórias críticas da filosofia e as filosofias sugestivas da história, a única coisa que se deixou na cultura democrática com semelhança de opinião mundial é a filosofia da liberdade. Mas esta filosofia da liberdade, este vestígio esquecido de grandeza intelectual, no fundo, não é mais do que liberdade negativa, a proclamação de liberdade política sem implicação de responsabilidade moral. O que se proclama é liberdade de alguma coisa e não liberdade para alguma coisa ou em alguma coisa; e tal liberdade não é a que é somente, a verdadeira liberdade: visão abrangente do todo, sujeição, cativeiro inevitável ao ETERNO.

Uma grande parte da responsabilidade da desmoralização reinante nas relações humanas dos nossos dias, é que o ódio e a vingança têm dominado a política nas relações entre os diversos grupos humanos. A “inimizade” tem sido dominante e progressiva.

“Urbi et Orbi” , palavras que formam um sentido muito particular de dimensão transcendente, que fazem parte tradicional da benção do soberano pontífice da Igreja católica romana, para indicar que esta benção, oferecida em suas enciclicas e pastorais, se estende ao Universo inteiro, num anseio autêntico de edificação e paz. Entretanto, não entremos a examinar tantas das incongruências humanas que historicamente também pululavam e impregnavam a humana vivência no universo da cidade Santa, que contudo enviava suas profundas considerações e preocupações divinas nas mensagens de esperança e fé a todo o ORBI. E como “slogan” Urbi et Orbi tem pleno sentido e apelo in loco e universalmente. Também encontramos “URBI ET ORBI”, usado ligeiramente como clichê de bom marketing, na identificação pública de Agências de viagens, e de um sem número de projetos culturais, pesquisa, ou diversão popular, encontráveis facilmente em breve pesquisa Google, a quem possa interessar-se.

Mas para nós, maçons convictos do poder da fé transformadora, seguidores da inspiração que nos provê o G:.A:.D:.U:. ; URBI ET ORBI, expressa com audácia, valor, arrojo, ousadia intrepidez fundamentalmente amor, a oferecer e a semear consciência e anseio transformador do bem, oferecido a todos os que desejem comungar a santa esperança da fé, do trabalho iluminado e sua transcendência, confiança na melhoria das condições de vida para o aprimoramento do comportamento humano, evidentes clara e principalmente em nosso propósito, testemunho e vida pessoal. “URBI ET ORBI”, por extensão, quer dizer por exemplo publicar, testemunhar, difundir, por toda a parte, Urbi et Orbi, mensagem de paz e edificação para todos, transformação do ego negativo em ego construtivo coletivo. Do eu ao nós, do meu ao nosso ! . . .

Do individual ao coletivo. Tão bem expresso na formosa mensagem do “Sermão da Montanha” acima referida: “Haveis ouvido que foi dito, olho por olho e dente por dente, mas um novo mandamento vos dou, amai-vos uns aos outros” ! . . .

Que tremenda e imensa responsabilidade então recai sobre nossos limitados e modestos ombros, ao perfilharmos para nossa querida Loja Simbólica tão significativo e desafiante nome:”URBI ET ORBI “ !. . .

A visão ampliada do Todo !!!

Não somente o uso adequado da maravilhosa faculdade de ver o imediato do nosso dia, da nossa casa, da nossa rua, dos nossos vizinhos, da nossa cidade, do nosso país, do mundo imediatista que nos rodeia sob o prisma de ego inculto e prevenido, mas o Todo Universal que só a distância, a visão generosa da mente e do espírito conseguem divisar no globo azul a pairar nesse imenso e incrível Universo, templo de realidades dantescas e também transformadoras de transcendência.

Mas estou entretanto profundamente convicto, ser certamente da vontade do G:.A:.D:.U:. que este tremendo e sério desafio seja feito e sobretudo aceite de bom grado por nós em plena consciência, como humildes discípulos obedientes e de fé inabalável, que nos faça aparecer distintos e inconfundíveis ante a mera irracionalidade animal reinante, ante a carência geral da importância e dimensão dessa conscientização moral e ética que nos desafia e rodeia localmente, aqui, em nossa cidade, em nosso país, em nossas instituições públicas e privadas, em muitos lares e lugares, e infelizmente, generalizadamente, no mundo inteiro.

Em cada cidade e no mundo, URBI ET ORBI, crescem e proliferam os aspectos nefastos de uma civilização que se deteriora passo a passo, dia a dia, tendo chegado a um ponto de mutação ainda de incógnita, como prevê Fritjop Kapra, onde sem luz e sem esperança, angustiadamente, clamam por Justiça os desamparados, os desprotegidos, os inconsolados, os carentes, ilúcidos e mal informados ou mal conduzidos, os miseráveis, os com fome, os efetivamente sem terra, os esfarrapados, os manipulados, as vitimas da ignorância crassa, os eternamente incultos e costumeiramente confusos, os incompreensivelmente inconscientes, os pobres de espírito, os dotados de espírito mas discriminados, os atonitamente incompreendidos, os confundidos e deploráveis fofoqueiros e mentirosos, propagadores de ignorância e má fé, os ausentes de fé e convicção, a própria maltratada e sacrificada natureza tão claramente ameaçada de morte irreversível, e com ela a nossa “inteligente e racional” civilização, ansiando todos mitigar apenas sua angústia e perplexidade, à espera constante de sentido para uma vida deprimente, dependente como sempre de caridade samaritana regularmente ausente, vegetativa sempre, cumulativa de angústias, simulacro de vida cheia e plena de esperança corriqueira apenas, mas esperança afinal de que a angústia e ansiedade do dia seguinte seja um pouco menor que a presente, no cego mundo, depressivo, aviltante , de escasso estímulo edificante, vingativo, acusador e fatalista.

Que a voz, a atitude, a consciência, o testemunho, a ação dinâmica da Loja “URBI ET ORBI”, que agora nasce florescente e calidamente nos abriga, imbuída e inspirada do melhor propósito de bem fazer, ao afirmar a fé em postulados transcendentes de superação e realização, vontade de conhecer, pesquisar, estudar para melhor confirmar e testemunhar a crença e a comunhão do espírito, de crer para acertadamente agir, de agir para ser acreditada por seu testemunho e realizações, na lealdade indestrutível de quem tem fé inquebrantável, verdadeira, rumo certo, na vastidão e amplitude do título que ostenta, a afirmar um perfil inconfundível de caráter, sob a égide de uma grande Ordem maçônica que é a GLESP, com a visão da cidade e do mundo em que habitamos, para honra e glória dos ideais que ousamos cultivar, que respeitamos e tanto amamos, para que esta jovem Loja simbólica possa a par da grandeza, do bombástico significado e dimensão do seu nome, com imparcial sentido de justiça, probidade e testemunho, sem deixar jamais de ponderar o bem comum, o respeito essencial e vital entre seus componentes, a fraternidade e o amor, ressaltando e cultivando impreterivelmente o conjunto dos valores que promovem a dignidade, a coerência proba, com a propriedade, elevação, modéstia, dotes, dons, méritos, carência ou potencialidade de seus membros, de suas reais condições humanas; materiais, intelectuais, morais e éticas, para se tornarem vocacionados “semeadores” de fé, caridade, esperança, verdadeiros “pescadores de homens” na expressão bíblica, capacitados a semear e estender o bem, a bondade, a fraternidade e o amor sem fronteiras, dispostos a combater o “bom combate”, com inteligência sem perder jamais a noção transparente da beleza e da verdade, para que no bulício e desafios da “URBI ET ORBI” possam demonstrar com exemplo cristalino, feérico e regular, verdadeira identificação e constância, afirmando a nossa crença numa transcendência e destino cósmico espiritual de perfeição e bondade eternas, ditada e exigida pelo G:.A:.D:.U:. na fraternidade indestrutível do Espírito Santo.

“Para que todos sejam um”. “João 17:21”









Erasmo Figueira Chaves

Past Msster da ARLS "Luz de Luxor", No. 531 / GLESP
Membro Fundador da ARLS “Universirária Urbi ET Orbi", No. 657 / GLESP
Past Presidente da Academia Paulistana Maçônica de Letras
Presidente da AMIL “Academia Maçônica Internacional de Letras”

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Proselitismo Político e os e-Mails

Dia destes recebi mais um e-mail , daqueles de protesto contra alguma coisa, mas que na maior parte das vezes são textos preparados para servirem de “nuvens de fumaça” e desviar a atenção de uma parcela da sociedade que se julga preparada e que “enxerga”em tais e-mails verdades de valor inquestionável.

Parece-me que a “base intelectual” para a produção de tais ferramentas de propaganda política é o radical proselitismo político em prol da implantação de um estado socialista e uma “democracia popular” no Brasil.

O referido e-mail me foi enviado por diversas diferentes fontes. O primeiro que recebi li por cima e descartei pois o considerei apenas mais um examplar do lixo eletronico que circula velozmente pela Internet. Não estava errado.

Entretanto, uma destas fontes o enviou com um título provocador e um comentário pró Hugo Chavez que despertou a minha atenção. Percebi, então, outras intenções em tais "protestos" e "alertas" contra o capitalismo e outras "maldições sócio econômicas" que assolam os países latino americanos.

Mantivemos, então, eu e o meu amigo adepto e propagandista da "solução socialista (bolivariana?)", um diálogo que se desenvolveu através de comentários e respostas aos comentários. Trancrevo este diálogo pela sua possivel importância didática em alertar a respeito de tais "spams ideológicos".

Meu amigo será denominado aqui de AMIGO, para identificar suas manifestações. Identifico-me, nesta sequência de conversações,por Pedra Bruta. Meus comentários adicionais estão em itálico e não constaram da conversação.

Inicie-mos, então, pelo agressivo título do e-mail por mim recebido da referida fonte:

Ao otariado nacional (Leiam até o fim, se forem capazes)
Para ler o texto da mensagem contida no e-mail, CLIQUE AQUI

A mensagem de encaminhamento redigida pelo MEU AMIGO é a seguinte:

"Esses dias, o presidente venezuelano Hugo Chávez botou um cabresto na rede de supermercados franco-colombiana Éxito, que achou que podia desafiar seu governo e remarcar preços impunemente.

A indignação foi tamanha que se a direita hidrófoba do mundo todo encontrasse o diabo e o presidente venezuelano na rua, cumprimentaria o primeiro e lincharia o segundo.

Agora leiam a carta (clique no link acima), enviada por um cidadão de Belo Horizonte, e vejam porque o capitalismo gastou fortunas para exorcizar o comunismo e se volta, agora, contra os socialistas.

Vai continuar roubando a humanidade como sempre fez, contando com a estupidez do otariado, que acha lindo esse estado de coisas."



Fiquei pensando que na verdade este comentário esclarecia bem a tática dos aderentes a um almejado programa socialista e uma sonhada "democracia popular" a ser implantada no Brasil: Fazer a mentira parecer verdade.

Vejam que o texto do e-mail foi "montado" para dar um tom de "verdade inquestionável, baseada em fatos e números" às afirmações "exorcizando o capitalismo e tudo de mal que está a êle atrelado". A tática é rudimentar, ou seja, compara dois diferentes sistemas políticos e econômicos sem considerar os prós e contras de cada um deles e a real conjuntura sócio-política do país. Na verdade não passa de "pancadaria pura e grosseira" ou "baixaria" mesmo. Coisa de prosélitos esquerdistas fanáticos, ignorantes e radicais.

Toda esta propaganda deletéria e que nada contribui para o futuro do poovo e do País, visa apenas turvar e tumultuar o ambiente político e a dura disputa que poderá retirar do poder estas cobras venenosas que estão se fortalecendo com a era Lula para empreender uma jornada política "a la Fidel", ou seja, tomar de assalto (e esta é a palavra exata) o poder pela vida toda, custe o que custar para o povo.

Mais que isso, visa criar dúvidas em parcelas da classe média, capturar o distraído útil e, assim, aumentar as chances de conversão do nosso País rumo ao socialismo e à assim auto denominada “democracia popular”.

As fontes doutrinarias e ideológicas estão à vista: são as águas turvas que jorram de Cuba e da Venezuela, devidamente abençoadas por “intelectuais” de vanguarda, diplomatas a serviço da causa e não dos interesses do País, ”heróis da pátria” beneficiados pela Lei da Anistia de todos os naipes e caras, incluindo alguns ex-terroristas e assassinos, uma miríade de políticos corruptos e fisiológicos abençoados pelo voto popular e prestando enorme deserviço à Pátria ao mesmo tempo que colaboram para "demonstrar que o regime esta falido e que tudo que está aí precisa ser mudado".

É a preparação do terreno para a recepção eletiva de alguns "pais e mães da pátria", sem contar, quiça, que também se encaixa como uma luva como excelente cenário preparatório para a entronização triunfal de algum "salvador da pátria". Se não nesta, quem sabe na próxima, se o povo "aguentar" esperar até lá!

Nos diversos escalões de governo, um objetivo parece a todos unir: Exercer, sem contestações por parte do poderes instituidos e por tempo inderteminado, o inebriante "poder de influenciar pessoas e organizações”.

É um estado pré-hipnótico, letárgico, para manter o povo em estado de prontidão para a grande catarse social que se encontra em preparação avançada.

Por tudo isto ganhar a eleição e manter-se no poder é a prioridade máxima destes "abençoados".


Então, com este cenário em mente, enviei-lhe o seguinte comentário INICIAL:

"Caro AMIGO,

A análise do cidadão belo-horizontino é pobre na sua abrangência, carece de lógica e conduz a sofismas. E nada tem a ver com a questão de controle de preços, velha e infausta prática testada de modo entusiástico durante o governo daquele período denominado de Nova República", lembra-se?

Cordial abraços."

Seguiu-se a resposta abaixo:

"Caro PEDRA BRUTA.

Se a análise do cidadão belo-horizontino é pobre na sua abrangência, eu ainda não ouvi uma rica na sua abrangência.

Abraços."

Avançando um pouco mais o debate, resumi o que segue:

"Caro AMIGO,

Havendo um tempinho vou tentar colocar por escrito o que pensei a repeito daquele comentário.

É bastante valioso aprofundar um pouco cada tema e sair da vala comum da crítica pela crítica, ou por simples proselitismo (de qualquer natureza).

Mas para adiantar o meu racíocio, a questão básica que foquei no meu comentário está relacionada com comparar laranjas com bananas, independentes se são caras ou não.

Como diz o adágio popular: "A noite todos os gatos são pardos."

Cordial abraço."

Uma nova manifestação rapidamente cruzou o espaço cibernético:

"PEDRA BRUTA. Os números estão aí.

Existe uma explicação lógica para o exemplo do orégano?

Quanto à tinta da impressora, trata-se de água e corante.

Eu não sou daqueles que só discute futebol se for a favor do meu time.

Se existe uma explicação para o preço do orégano, eu quero ouví-la.

Abraços."

Provas "irrefutáveis", números "inquestionáveis", fatos, documentações diversas... Ufa! Vamos adiante...:

"Caro AMIGO,

A explicação lógica para a formulação de preços de mercado é uma das disciplina estudadas em cursos de administração de negócios e envolvem a ponderação adequada de uma série de fatores que irão inteferir no preço de venda de cada produto em cada uma das fases da respectiva cadeia produtiva até o preço final que o consumidor irá pagar.
Inclue custos de produção, remuneração do trabalho aplicado, remuneração do capital aplicado, reserva para enfrentamento de riscos diversos, previsão de consumos pelo consumidor final etc.

Como você vê, comparar alhos com bugalhos pode resultar em erros crasos.

Uma importante missão que temos na vida, como pessoas mais instruidas, é lançar luz sobre temas que muitas vezes são tratados sob a égide da mistificação ou do má-fé ou da ignorância.

Cordial abraço,"

Aí entra em cena a "doutrina macro econômica" pregada por alguns doutrinadores "iluminados" ...:

"Formação e política de preços é uma coisa, PEDRA BRUTA.

Achaque é outra completamente diferente."

Não é fácil. o argumentador é incansável na defesa de dogmas! Continuemos...:

"Caro AMIGO,

Tinta para impressora deveria ter política de preços? E o orégano, também?

Veja que esta mescla de laranja com bananas é realmente inspira mistificação ou má-fé ou mesmo simples ignorância. Quiçá uma bem temperada mescla de tudo isto ou fruto de um espírito simplório.

Cordial abraço."

Neste ponto entram cena os números que comprovam a "obscenidade" do regime capitalista que a tudo e a todos lesa... A conversa continua:

"PEDRA BRUTA.

Vamos ficar no exemplo do orégano, que é vendido nos supermercados em saquinhos de 3 a 10g, como afirma o belo-horizontino, ou R$ 633,00 o quilo.

Se vc. consultar a cotação do último dia 7 dessa especiaria, na Bolsa de Cereais de São Paulo,

Jornal "A Folha de São Paulo": Indicadores de Preços

verá que o quilo do orégano chileno a granel foi vendido pelo preço médio de R$ 2,55. (confira abaixo e faça as contas).

Política de preços, caro PEDRA BRUTA, é um dos instrumentos de controle
da inflação.

Envolve todo e qualquer produto.

Leia esta definição superficial de inflação:

Site Renasce Brasil: Inflação

e constate qual é sua principal causa.

Você não lembra dos aumentos abusivos do feijão nos anos 70, não?

Aumentos que nada tinham a ver com inundação, quebra da safra, nada.

Especulação pura.

Quem reclamava do preço do feijão naquela época era tachado de comunista."

Ufa! O incauto neste ponto já está quase que convertido ao "modelo" e querendo mudar "tudo que está aí..." menos, claro, os ditos "salvadores da pátria". Bem, continuemos:

"Caro AMIGO,

- Qual é o peso do óregano no cálculo da inflação? Orégano é um produto essencial? Deveria estar na composição da inflação?

- Como se controla a inflação? Controlando preços? Que preços controlar? Como pagar o produtor de um produto de preço controlado?

- O governo pode suprir todos os produtos emandados pelo mercado e assim controlar os preços, uma vez que será o único contribuinte da cadeia produtiva? Neste caso como manteremos o governo produtor / regulador? Como controlar preços de produtos essenciais que estão fora da capacidade de produção do tal governo nacional?

Aí então estamos entrando em outro tema bastante interessante: a macroeconomia. Olhando para trás, posso afirmar que, felizmente, o atual governo do Brasil ainda não se aventurou a grandes mudanças nesta área (apesar dos "exemplos" vindos de alguns "compañeros y camaradas de luchas") e por isto mesmo estamos com a inflação controlada em limites civilizados.

Cordial abraço."

Aí a "coisa pegou"... E dá-lhe numerologia "socialista". Veja lá:

"Caro PEDRA BRUTA.

Pelo jeito vc. não leu o link que te mandei mostrando a definição de inflação e como ela se forma.

Começa com o preço do orégano e descamba pra tudo, porque não há controle, não há freio, não há limite.

Veja alguns ítens que não entram no cômputo da inflação, mas impactam fortemente os preços de tudo:

Veja como agem os Gersons:

Anúncios sobem 200% acima da inflação

Reajustes abusivos, muito acima da inflação.

A ordem é levar vantagem e danem-se os prejudicados.

Veja mais esses dois exemplos:

Cartucho HP 78, de 19 ml, R$ 89,90 na Saraiva.

Preço de cartucho de tinta

R$ 89,90/19ml = R$ 4.73 por ml.

R$ 4,73 x 1000 ml = R$ 4.731,57.

Um litro da tinta utilizada no cartucho

HP 78 custa, então, R$ 4.731,57.

______________________________________________

TV LCD 42 polegadas Full HD 1080p 240Hz -
Conversor Integrado - LG Live Borderless 42SL80YD no Magazine Luiza:

Preço de TV LCD 42"

De R$ 5.199,00

Por: R$ 3.999,00

ou 12x de R$ 333,25 sem juros no cartão de crédito

Se vc. pagar à vista, no boleto, ainda leva 6% de desconto.

Vai levar a TV, então, por R$ 3.759,06.

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Essas empresas escroques não precisam do cabresto do Hugo Chávez.

Precisam é de pelotões de fuzilamento."

Imaginem só o que poderia vir a acontecer com uma eventual "queda da bastilha" e o certos extremistas travestidos de "donos da verdade" e revestidos do "poder popular para julgar e sentenciar"...

Seria o melhor dos mundos, um verdadeiro "passeio no parque" para certas organizações que apesar de não existirem legalmente, de fato recebem até mesmo ajuda governamental. Afinal são "vitimas do degradante sistema capitalista" e precisam resgatar as suas liberdades e direitos cerceados pelo "sistema que está aí".

Para o povo em geral, mêdo, escravidão e jugo cruel!

Ufa! É mole? mas continuemos mais um tanto...:


"Caro AMIGO,

Entre outras defesas, o consumidor não é obrigado a comprar orégano (nem tinta para impressora, nem mesmo impressora), pode pesquisar o menor preço, pode mudar de marca.

Creio que o site indicado (para explanar sobre inflação) comete a mesma falha de conceito que aquele cidadão patriota lá de BH. Confundir inflação com preço alto (devido a impostos ercochantes, entre outros fatores) é algo que que a população brasileira já não mais erra.

Então não trata-se de argumentos. Trata-se de dogmas. Talves em outro regime a riqueza possa ser gerada em maior escala e melhor distribuida. Veja os exemplos que temos ao redor do mundo e ao longo da história.

Cordial abraço,"

-------------- Tempo! Ainda não recebi a próxima resposta.

Moral da história: DEIXEMOS REALMENTE DE SER OTARIOS! VAMOS PASSAR A FILTRAR O EVENTUAL LIXO ELETRÔNICO QUE RECEBEMOS ATRAVÉS DO INOCENTE E FAMOSO RECURSO "SÓMENTE REPASSANDO...".

MAIS AINDA,DEVEMOS EVITAR CEDER ESPAÇO EM NOSSAS REDES DE CONTATOS PARA MENSAGENS QUE TENHAM POR INTENÇÃO DIRETA OU INDIRETA A SUBVERSÃO DOS VALORES GENUINAMENTE DEMOCRÁTICOS DURAMENTE CONQUISTADOS PELO POVO BRASILEIRO AO LONGO DE ANOS.


Recomendo aos leitores do BLOG que NÃO REPASSEM E-MAILS “DE PROTESTO” SEM UMA ANÁLISE CRÍTICA PRÉVIA, pois em alguns casos (se não for na maioria deles) você estará apenas sendo usado para infiltrar conceitos "socialistas bolivarianos" em sua rede de contatos.

Lição: Compare o valor de uma MILITÂNCIA POLÍTICA AGUERRIDA versus os RISCOS MORTAIS de uma PASSIVIDADE bovina ou de um FISIOLOGISMO degradante. A participação na vida e na organização política de uma nação é OBRIGAÇÃO de todos, especialmente aqueles que lideram e influenciam porções expressivas da Sociedade.

Recomendação: Mantenha alerta! Não voto errado e não seja voto útil.

Lamento pelo mal causado por políticos do naipe do Governador Arruda que se servem da Maçonaria para ampliar seus votos, confudir e lesar o povo. São pseudo-maçons que devem ser purgados e esquecidos pela nossa Instituição, para sempre. O maçom, na sua participação na vida social, pública e privada, ao invés de fazer proselitismo da sua condição, deve, isto sim, dar exemplo e testemunho que suas ações, sua mente e seu coração é bem formado nas virtudes teologais e amadurecido nas cardeais.

Que a VIGILÂNCIA que possamos exercer sobre nós mesmos e sobre os nossos pares no sentido ajudar a construir uma sociedade formada em bases sadias e com esperanças em um futuro melhor seja pedra angular para o nosso APERFEIÇOAMENTO PESSOAL E COLETIVO.


Seus comentários serão bem-vindos.

Cordialmente,














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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"O Símbolo Perdido", por Dan Brown

sábado, 14 de novembro de 2009

Secret History of the Freemasons




Espero que seja de ajuda para ampliar o seu entendimento de alguns temas e contradições que envolvem a Sublime Ordem, seja nos EUA ou pelo mundo afora.

Cordialmente,


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segunda-feira, 21 de abril de 2008

A Força de Vontade

Trabalho apresentado pelo Ir. Adelmar Batista de Souza, A.M.
Existe na arte da Engenharia, entre muitas regras básicas, todas obedientes às leis da Matemática a classificação de “vigas mestras”. São aquelas partes sumamente importantes da construção, que protegem e sustentam o edifício.
De igual modo, nas ciências, nas letras e em todas as artes, deve haver uma base sustentadora, sem o que não é possível que elas prevaleçam e evoluam.
Em se tratando da vida moral ou espiritual, no terreno das idéias, a escalada é, por semelhante modo, essencial dos primeiros fundamentos à mais alta concepção do reino espiritual.
Dissertemos, então, sobre o filosofismo maçônico, em torno de vigas mestras do verdadeiro maçom. Mostremos como se deve conceber, dentro dos ensinamentos mais expressivos da Sublime Ordem, o caráter moral e espiritual de um genuíno obreiro.
Vejamos o que a Maçonaria deve esperar de seus filhos. E que sejam varões do altíssimo gabarito moral para que se enquadrem perfeitamente dentro das linhas diretrizes do seu filosofismo sadio e construtor.
E para que o maçom seja realmente modelo de cidadão perfeito, em plena sincronia com essas idéias, mister se faz que conheça e ponha em prática as virtudes mestras, que lhe poderão outorgar as forças necessárias para se firmar como coluna inabalável e indestrutível no edifício de sua vida moral.
Em qualquer atividade da vida, deve prevalecer extraordinária força de vontade para a eficiência do trabalho. Quem realiza qualquer tarefa sem a ela dedicar o máximo do seu esforço, certamente fracassará no cumprimento do dever. Isto acontece comumente em todos os setores da atividade humana e, muito mais, na vida moral e espiritual. O progresso na virtude é muito mais difícil que a evolução das ciências, das letras e das artes.
A força de vontade é a virtude preliminar capaz de sustentar o edifício de nossa vida moral, no combate aos vícios e às iniquidades humanas. Não basta, todavia, que o homem tenha a perfeição como ideal. Há muitos que canalizam suas energias, as boas intenções, mas ignoram o rumo a seguir, e acabam deixando-se vencer. Daí a necessidade de se cultivar a inteligência, atitude indispensável como auxílio poderoso à força de vontade, a fim de que o homem saiba quais os direitos e deveres no desempenho das suas múlti¬plas atividades, dentro e fora da Ordem Maçônica.
Muitos ignoram os mais comezinhos deveres porque não se dão ao trabalho de pensar, de ler e de meditar, e pouco se esforçam pela sua evolução mental, moral ou espiritual. A inteligência tem que ser cultivada para que o homem aprenda a raciocinar e solucionar os múltiplos problemas da existência. A mais importante das virtudes preliminares para a formação do homem perfeito, no entanto, é a sabedoria, vista pelo prisma da solidariedade humana.
Se o homem for dotado de força de vontade e inteligência cultivada, mas destituído da qualidade mais sublime do caráter que é a sabedoria ele será, consequentemente, pouco mais que um bruto.
Precisamos, portanto, nos conscientizar de que é nosso dever agir sabiamente, reconhecendo que nossos direitos cessam quando começam os alheios. Igualmente devemos entender que só devemos fazer ao próximo o que queremos que façam conosco. Não é difícil nos harmonizar com o próximo, revelando-lhe as faltas e auxiliando-o em seus revezes e amarguras.
O verdadeiro maçom é, pois, o que possui, preliminarmente, esta tríade como alicerces para sua vida.
Aprendamos, pois, com esta trilogia a conduzir nossas vidas, embasados neste espelho de virtudes divinas, que não só constituem os atributos da alma verdadeiramente maçônica, mas o patrimônio dos genuínos sábios que, segundo Deus, não compuseram no lamaçal das misérias humanas.
Bendita seja a milenar Maçonaria, que é uma das mais sublimes das instituições na face da terra.


FONTES:

- A Maçonaria de Hoje – Editora Papiruz – 1998
- Verdade e Consciência – Editora Moderna - 2000

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